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Haiti: estamos abandonados

13 de janeiro de 2010

A noite de ontem foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos hospedados, ao som das cantorias religiosas que tomaram lugar nas ruas ao redor e banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho, imagens iam e vinham. No entanto, não escrevo este pequeno texto para alimentar a avidez sádica de um mundo já farto de imagens de sofrimento.

O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia.

O que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. Alguns desses problemas foram resolvidos com a presença de milhares de militares de todo mundo?

A ONU gasta  meio bilhão de dólares por ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Ontem pela manhã estivemos no BRABATT, o principal Batalhão Brasileiro da Minustah. Quando questionado sobre o interesse militar brasileiro na ocupação haitiana, Coronel Bernardes não titubeou: o Haiti, sem dúvida, serve de laboratório (exatamente, laboratório) para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas favelas cariocas. Infelizmente isto é o melhor que podemos fazer a este país.

Hoje, dia 13 de janeiro, o povo haitiano está se perguntando mais do que nunca: onde está a Minustah quando precisamos dela?

Posso responder a esta pergunta: a Minustah está removendo os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam ricos hóspedes estrangeiros.

Longe de mim ser contra qualquer medida nesse sentido, mesmo porque, por sermos estrangeiros e brancos, também poderíamos necessitar de qualquer apoio que pudesse vir da Minustah.

A realidade, no entanto, já nos mostra o desfecho dessa tragédia – o povo haitiano será o último a ser atendido, e se possível. O que vimos pela cidade hoje e o que ouvimos dos haitianos é: estamos abandonados.

A polícia haitiana, frágil e pequena, já está cumprindo muito bem seu papel – resguardar supermercados destruídos de uma população pobre e faminta. Como de praxe, colocando a propriedade na frente da humanidade.

Me incomoda a ânsia por tragédias da mídia brasileira e internacional. Acho louvável a postura de nossa fotógrafa de não sair às ruas de Porto Príncipe para fotografar coisas destruídas e pessoas mortas. Acredito que nenhum de nós gostaria de compartilhar, um pouco que seja, o que passamos ontem.

Infelizmente precisamos de mais uma calamidade para notarmos a existência do Haiti. Para nós, que estamos aqui, a ligação com esse povo e esse país será agora ainda mais difícil de ser quebrada.

Espero que todos os que estão acompanhando o desenrolar desta tragédia também se atentem, antes tarde do que nunca, para este pequeno povo nesta pequena metade de ilha que deu a luz a uma criatividade, uma vontade de viver e uma luta tão invejáveis.

Otávio Calegari Jorge

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168 comentários

  1. Obrigado pela postagem. Mesmo não estando aí (e talvez nunca estarei) sempre admirei a coragem e força desse país “mau construído”. “Ousado” na relação da escravidao e independência.
    Fotos de tragédia? Não, não alimentemos nossos abutres internos.
    Solidariedade sim, força aí para vocês e o povo (esquecido)…


  2. Seu tópico foi realista, comovente, humano. Oxalá pudesse a imprensa mundial entender, de uma vez por todas, que o sofrimento alheio não pode ser usado como meio de lucro, prá se conseguir audiência às custas dos outros. O blog de vocês é extremamente importante, não porque os tornarão famosos, mas porque mostram de uma forma humana e confiável o que se passa, no Haiti, neste momento de tormenta.
    Estás certíssimo: o mundo parece que conseguiu enxergar (tarde demais) que o Haiti existe. Descobriram até que este povo tem uma história de sofrimento e sangue.
    Estou torcendo por vocês, orando e acreditando, mandando uma energia positiva para que se sintam fortes, mesmo estando em um momento de fragilidade.Vai dar tudo certo, precisam ter força e acreditar.


  3. Coragem e esperança sao os unicos adjetivos que consigo pensar para a cabeça dos milhoes de haitianos que sofreram essa desgraça. Onde se encontram de fato as forças de paz? que em dois dias após a tragédia ainda nao organizaram para as buscas e distribuiçao de alimentos e agua? Talvez seja mais do que um povo esquecido, seja um povo esmagado pelo mundo para que suas forças não fossem liberadas pelos quatro cantos. Agora nos resta imaginar que o minimo de socorro possa atingir essa bagunça.
    Talvez num momento como esse só resta aos haitianos crer em alguma coisa, pois a realidade deles ja nao se da para crer em mais nada!
    Obrigado pela sinceridade…
    suas palavras comovem mta gente, ainda mais num momento que só temos acesso as midias comuns


    • “Talvez seja mais do que um povo esquecido, seja um povo esmagado pelo mundo para que suas forças não fossem liberadas pelos quatro cantos.”
      Concordo.


    • cabe aqui ser racional. Esperar o que das tropas de paz sem treinamento para resgate em situações de catástrofe natural ? Em nenhum momento essas tropas foram enviadas para o Haiti para ajudar a população em situações de catástrofe natural… Esse blog, e os comentários, são também um amontoado de sentimentalismo e emotividade


      • Também bem posto.


      • A maior catástrofe histórica que se abateu sobre o Haiti foi o COLONIALISMO. Infelizmente, esse monstro continua a espalhar miséria e morte pelo mundo, travestido nas mais diversas formas e intenções. Sei que existem muitos militares que procuram fazer de sua farda um instrumento de solidariedade, uma arma contra o sofrimento. Tal postura individual, certamente louvável, não nos desobriga, entretanto, de analisar criticamente os efeitos amplos de empreendimentos como a MINUSTAH, bem como o conjunto de relações políticas e de premissas ideológicas que sustentam essas iniciativas, por vezes tornando-as novas encarnações do horror colonialista. Todo militar sabe o que significam “hierarquia” e “prioridade estratégica”. Haverá alguma dúvida sobre como tais conceitos estarão sendo aplicados tendo em vista “restaurar a ordem” no Haiti?… Grandes parabéns para o Otávio e toda a equipe deste valorosíssimo blog, todos dignos das mais ilustres medalhas e condecorações. Por favor, continuem nessa batalha pela VERDADE!


  4. Estamos rezando para que vocês continuem tendo essa força e garra, neste momento tão difícil.


  5. Otavio,
    concordo com vc que o que a midia quer neste momento é mostrar o caos, a calamidade, a miseria humana no sentido mais sensacionalista possivel. por isso, sei que alguns de nós por aqui tem avitado as noticias, e principalmente, as imagens da midia comum. para mim, a principal fonte de noticias são voces. ainda que seja dificil, tentem mandar noticias, por nós, pelo blog. vamos espalhando pelas redes da vida. a pagina de vocês está bem carregada. ainda agora não abria. vejo que muita gente que nem os conhece escreve para vocês. não é uma questão de fama, vc sabe. mas da importancia de pessoas como vocês vendo e dizendo ao mundo o que se passa aí.
    alias, confesso que a primeira frase do seu texto me incomodou muito. obrigada! jamais poderia começar a pensar no haiti, ainda mais agora, pelo lado “bom”.

    um beijo grande e muita força!
    julia (unicamp)


  6. É triste e comovente a situação pela qual passa o povo haitiano. E é bom ver em meio a tantas reportagem ‘caçadoras de desgraça’ um relato vivo e humano como o seu. Pena não podermos fazer mais do que desejar que as coisas por ai melhorem, que a minustah inervenha pelo povo pobre, que a ajuda internacional possa amenizar o sofrimento dos haitianos.


    • bom, podemos fazer muita coisa alem da melhoria ….por exemplo:Pense como se fosse um irmão seu,q esta do outro lado precisando de ajuda…mas q ajuda?..
      Se todos nos trabalharmos juntos e temtarmos reverter a situaçao seria bom….Pois para eles um copo de agua q cada um de nos dermos ja é o bastente,cada copo de agua q dermos vira litros cada litro é uma cede matada ,cada cede morta /é uma vitoria cada vitoria uma conquista….i saiba q essa conquista sera feita se eu,vc i todos poderem ajudar…….


  7. Não foi só um desabafo, mas uma denúncia grave. Necessário que venha à público a falta de interesse daqueles que estão no Haiti para justamente ajudar o país. É nestes momentos que vem à tona a grande estupidez daqueles que, usando como subterfúgio a solidariedade, procuram, isto sim, subtrair ainda mais dos necessitados. Atitude comum no mundo de hoje este desrespeito ao ser humano. Espero que esta tragédia que desabou sobre um povo nobre, por isto pobre e sofrido, não sirva de prato para mais uma disputa entre as grandes nações a fim de saber quem “ajudou” mais e entre a mídia informativa sobre quem conseguiu maior número de informações em tempo real (o tempo real é importante, a realidade… apenas um papel de fundo a colorir a notícia).
    Que Deus abençoe a todos os que estão aí, sobrevivos, mortos e feridos.


  8. Com imenssa pena que vou vêndo/lendo noticias (escaças)de pessoas/seres humanos sendo abandonadas pelos Srs que dizem que mandam no Mundo sem este lhes pertencer: guerras,contrabando e muitas mais outras coisas.

    Povo Haitiensse estou convosco.

    Paz no Mundo e não ajudar a quem não precisa!


  9. Otávio

    Quero deixar aqui registrado, a minha gratidão e prazer ao ler esse texto, que sem sombra de dúvida é BELÍSSIMO (desculpe a pomposidade mas é irresistível).
    Em saber também o quanto humano, solidário e sincero é, por estar presenciando tudo isto pessoalmente e relatando da melhor forma possível, diria eu um diário de bordo. Continuem postando os seus relatos, pois só assim o povo saberá “verdadeiramente” o que se passa no HAITI. Minhas sinceras condolências pelos haitianos.
    Enfatizo a felicidade do seu pai, ao ler o seu texto, a emoção era nítida ao olhar para ele e ouvi-lo dizer: “Meu filho é foda”. Começo a perceber o que sente e pensa a respeito do mundo.


  10. Erro: Na verdade é por presenciar e não estar presenciando…afff


  11. Saber da óbvia realidade “…a Minustah está removendo os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam ricos hóspedes estrangeiros.”, além do “laboratório” mencionado pelo Coronel Bernardes, é revoltante, mas é muito bom saber que existem pessoas de grande valor, como vocês, capazes de tirar lágrimas dos nossos olhos ao dizerem: “Para nós, que estamos aqui, a ligação com esse povo e esse país será agora ainda mais difícil de ser quebrada.” e fazerem a gente sentir um pouquinho da dor dos que estão aí vivenciando este momento de tamanha tristeza, desespero e dor.
    Desejamos que muitas pessoas estejam orando pelo povo do Haiti, pedindo a Deus que console e dê forças a este povo, já tão sofrido, e que mova o coração das pessoas, ao redor do mundo, no sentido de ajudarem com aquilo que podem.
    Que Deus abençoe vocês e todo o povo haitiano.
    Angela e Stephen May


    • Olá Angela, para o seu conhecimento o Hotel de luxo a que se referem é a sede das Nações Unidas, conhecido como Hotel Cristopher, situado na parte alta da capital haitiana, onde a equipe administrativa com cerca de 200 pessoas trabalhava. O prédio desabou com o impacto do terremoto.

      Nada mais natural que os militares socorrerem primeiro os seus companheiros.

      Ou seria socorrer a população e deixar os 200 companheiros soterrados?


  12. meu nome e Gilberto e eu sou correspondente do Globo e chego hoje, quinta, a porto principe. gostaria muito de conversar com vc e o grupo sobre a situacao no pais. qual o endereco de vcs e seus contatos? eu devo ficar na base militar brasileira. abs


    • Ahh.. O Sr. P.i.G..

      Que façam um vodu lá ho haiti para que este deixe de ser um Zumbi do pig..


  13. Otávio, para você e seus companheiros um abraço fraterno e um agradecimento pelo texto. E um desejo forte de que permaneçam bem.


  14. Eu deveria comentar muita coisa após ler seu coment, mas vou somente dizer que além de escrever muito bem, vc sabe perfeitamente expressar suas idéias, os fatos, sentimentos enfim, compartilho dos suas sensações mesmo estando aqui em Campinas – São Paulo – Brasil.

    Abraço,

    Meire Ellen


  15. Otávio, obrigada pela denuncia. Divulgarei em todos os canais que alcance.


  16. Dixavou, meu camarada!
    Sorte a todos!


  17. desejo a voces muita sorte, e torço para que apos essa tragedia, esse país consiga um norte, pois foi preciso uma catastrofe para que esse povo tenha direito a comida e remedio.


  18. Companheiro,
    Sou medico militar, passei seis longos meses aih no haiti, em 2005, quando as coisas nao estavam tao boas, nao havia ninguem nas ruas, a nao ser as guangues e vcs possivelmente tb nao poderiam estar pois seriam certamente sequestrados e/ou mortos; socorremos muitos haitianos, vitimados pela violencia, doencas, etc. E se antes do terremoto havia comercio e escolas funcionando, e ateh a universidade onde vcs estavam trabalhando, criancas e pessoas nas ruas, isto se deve ao trabalho q desenvolvemos aih. Eh pena q vc compartilhe seu lugar de nascimento comigo, mas seja incapaz de ver o q fazemos de bom. Brigamos diversas vezes em hospitais de porto principe, inclusive da universidade do haiti, para aceitarem pacientes q levavamos (e eles nao os aceitavam… por serem pobres e sem dinheiro para pagarem…). Nao tenha duvidas q os Capacetes Azuis (nossos principalmente) vao ajuda-los…
    Um abraco.


  19. Está bom. O inferno são “os outros”. O que você quer então? Que o mundo rico racista e malvado jogue logo uma bomba atômica aí e deixe de ser hipócrita? Te aconselho a sair daí e dar um pulo na Zâmbia para segurar um cartaz “olhem para nós antes de um cataclisma, mas sem imprensa, por favor!”


  20. Acho que os comentários anteriores já foram suficientes para expressar o quão revoltante é a situação na qual se encontrava o povo haitiano, e que se agravará ainda mais com esta calamidade. Seu texto é comovente e não poderia haver outro neste momento que fosse capaz de expressar de maneira mais adequada a dimensão desta tragédia.

    Caro Otávio, se neste momento parece não restar nada além da lamentação, pelo menos acredito que vcs, nesse breve tempo de desespero, já observaram que há algo de extrema importância para o povo haitiano: a Fé. Espero que este sofrido povo possa ter este elemento com a propulsão de sua transformação. Pq sinceramente, qualquer homem não teria esperança em nada, pois não há o que ver que seja capaz de dar esperança. Mas há a fé. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”, já diria o autor de Hebreus (Hb. 11:1). Como cientista social e, principalmente, como cristão, julguei necesário ressaltar isto, na esperança e na fé de que o povo haitiano ainda proclamará sua liberdade.

    Grande abraço, e boa sorte!

    Sydnei


  21. […] negra do mundo. Otávio Calegari Jorge, um dos brasileiros da Unicamp que está lá, traz uma nova noção ao que poderia parecer apenas mais uma tragédia: “O que presenciamos ontem no Haiti foi […]


  22. Poucos textos lidos por mim nestes últimos dias conseguiram demonstrar com tanta clareza e lucidez, uma visão social contemporânea do modo como todos os seguimentos que se dizem envolvidos de alguma forma com a dor e o sofrimento do ser humano nativo da primeira república negra no mundo têm conduzido ou vem conduzindo essas relações.Esta é a política do extermínio de uma raça.Se nos aprofundarmos um pouco mais na Teoria de Gobineau(que permanece viva no dia a dia daquele povo) estaremos relacionando muitos fatos(130.000 crianças mortas por ano no haiti.Isto é emblemático para o que está em análise).Efetivamente é um tipo de política 100% eficaz para o que se propõe.O gesto de misericódia foi liberado por Aquele que tudo pode,tudo permite e faz. Existe uma passagem nas Santas Escrituras que diz:”Caiamos nós nas mãos do Deus vivo, mas , não na de nossos inimigos”.Se este lamento chegou aos céus em forma de oração,certamente, Ele os atedeu.Porque Dele é o céu, a terra, o mar, o ar , o espaço ultraterrestre e tudo mais.É um acinte para Ele ver sua imagem e semelhança subjugado ao homem, vil, reles mortal pecador, que em nome da ganância e do poder submete um outro ser ao seu cruel domínio. Quem os colocou como árbitros ou juizes e donos dos seres e senhor da vida?Nessas manifestações, através das quais, Ele busca ou procura falar com os homens que:”Todos,como a neblina que passa e no mesmo instante se dissipa, são reduzidos a nada sem distinção de credo , raça, ou cor.Basta um sopro de indignação do seu fastio,fruto dos gestos insanos daqueles que se fazem deuses aos seus próprios olhos e louco entendimento.
    Ouvi de um repórter a seguinte reflexão:”Por que o Haiti?”Eu diria: Para que o Haiti?”.Parece que para Ele não existe por quê. Quando Ele quer falar,o para que, para quem, para quantos, para que império, para qual opressor …cabe melhor a indagação.


  23. Sou amiga do Rodrigo do Rio e divulguei intensamente por aqui o blog de vocês, tanto para amigos quanto no twitter, com o intuito de que o maior número de pessoas possível tivesse acesso a uma opinião sensível e sincera. Opinião expressa por textos maravilhosos, escritos por pessoas que conhecem a fundo o país, mesmo que somente através de leituras, e que agora partiram nessa empreitada de conhecê-lo de perto.

    Trabalho no Viva Rio traduzindo material sobre os projetos que a ONG desenvolve no Haiti e em pouco tempo criei uma relação de respeito e solidariedade com o país. Vontade de conhecê-lo mais e melhor, vontade de visitá-lo, enquanto todas as pessoas achavam um absurdo querer ir praí. Vontade de se enfiar na mala do Rodrigo e partir nessa temporada de conhecimento, estudo, experiência.

    Fico triste por olhar os comentários do blog e ver dezenas de colegas de profissão, jornalistas, tentando desenfreadamente contactá-los, passando por cima de sentimentos e ignorando a magnitude dessa tragédia em busca de um simples “furo” – que já deixou de ser furo há muito tempo. Ao mesmo tempo, sabia que essa procura seria inevitável. Espero que vocês tenham sabido lidar com esse assédio inoportuno, respondendo ou ignorando esses posts.

    Desejo-lhes calma e sabedoria para pensar e agir nesse momento. Tenho muito orgulho em conhecer o Rodrigo e saber de sua dedicação e motivação empreendidas para essa viagem.

    Falei com uma pessoa do consulado da República Dominicana no Rio. Ela disse que a embaixada brasileira não está conseguindo dar atendimento a todos, ela sugeriu que vocês atravessem a fronteira e tentem embarcar de lá. O nome dela é Mariana Marques, ela deixou os contatos para que vocês a procurem caso precisem. (21) 9869-7729 e (21) 2553-3003. O email dela é nanamarques@hotmail.com. Ela realmente se colocou à disposição de vocês. Procurem a Mariana, se necessário.

    Fiquem e ajudem, procurem a embaixada, resolvam a vida de vocês, enfim… Tomem a decisão que acharem mais correta.

    Beijos e fiquem com Deus.


  24. Parabéns pelos comentários ousados e que vão além da tragédia. Tomei a liberdade de colocar o link no meu blog e citar alguns trechos, citando a fonte, claro.
    Espero, mesmo que ingenuamente, que o mundo veja o Haiti com outros olhos.


  25. Meninos, Omar,
    Está todo mundo torcendo para que a ajuda chegue logo para todos, sem restrições, e para que essa tragédia não se desdobre em outras. Fiquem bem e obrigada por continuarem a escrever. Fico muito orgulhosa de ler os relatos e as análises de vocês e de dizer “estes são meus colegas de instituto”. Só assim, pelos olhos de vocês, é que podemos entender o Haiti.
    Força,
    um abraço,
    Bárbara (dout. c. sociais)


  26. Força! Não sei como, mas tenho muita vontade de ajudar. Fiquem bem. E continue relatando o que acontece por aí com tal sinceridade e realismo.


  27. olá otávio,

    li os posts antigos, a proposta de estudo de vcs, enfim, é tudo bem corajoso.

    só fiquei pensando muito sobre a fotógrafa, sabia? pois artista é aquele que sabe direcionar a máquina em direção ao humano. e talvez ela possa sim conseguir as imagens que muitos de nós precisamos.

    enfim, só um pitaco de quem está desconfortável, digitando aqui do outro lado no ar condicionado.

    meu carinho para vocês todos.


  28. Que a verdade seja dita, e você disse Otávio!Belo e triste texto! Belo por ser humano e de reconhecimento do Haiti, a primeira república negra do mundo. Belo, por ser terra de meu pai também. Triste, por ser renegado desde então, como vc mesmo disse. Torcendo para que o mundo acorde e olhe para esse país “banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho”.

    Fiquem todos bem!
    Aguardando sempre notícias de vcs porque da mídia sensacionalista já estou cansada.

    Abraços!


  29. o mundo é realmente absurdo. sou jornalista e há muito tempo abdiquei de minha profissão. a revolta no estômago, a ânsia, é uma constante pra quem tem o mínimo de consciência. desculpe, Haiti!!


  30. Olá Otávio!
    saudações socialistas e internacionalistas do PSTU-Curitiba…


  31. Caro Otavio, muit@s sabemos que a missão do Brasil no Haiti, responde a outros interesses e não necessariamente ajudar diretamente à população haitiana. Achei seu depoimento muito claro. Talvez uma forma de graficar o que esta acontecendo seria pedir para sua fotografa fazer seu trabalho, mas não mostrando as atrocidade, das quais muit@s estamos cansados de receber, mas sim a negligencia e desconsideração das tropas de ocupação. Muitas das tuas reflexões me lembraram o papel da ONU em Ruanda aquando da massacre em 94… acho importante poder ser uma testemunha da situação, não se trata de sensacionalismo, mas de denunciar de maneira imparcial (se possível) este tipo de situações que você coloca no seu depoimento, pois você sabe também que a midia oficial não o fará… agradeço muito as informações e peco que pensem na possibilidade de registar graficamente o que-fazer das forcas de ocupação… força e calma


  32. Olá, Otávio e todos do grupo, força aí para vocês neste período. Obrigado pelo relato, bom saber que o grupo da Unicamp está bem e ver que em meio a tanta turbulência você escreve um texto tão rico e lúcido.
    Nos comentários, várias vezes apareceu a sensação de impotência diante do que você relata. Mas eu queria dar destaque para a frase do Coronel Bernardes, o Haiti é um laboratório para o exército brasileiro treinar o controle das favelas no próprio pais (e isso é o melhor que podemos fazer para esse país no momento!). A lógica é de manutenção do conflito, pobre lutando contra pobre, a energia de revolta concentrada nisso e todo o ganho financeiro oriundo da classe média se cercando de segurança privada, seguro disso e daquilo. Triste a situação do Haiti no relato do Otávio, sensação de impotência em relação ao que acontece lá agora, mas estejamos atentos para o “laboratório”, para o que é aplicado aqui. Como já lembraram na música, o Haiti também é aqui.


  33. Confesso que estava evitando ler/ver/ouvir as notícias sobre a tragédia, justamente por essa sanha sensacionalista da mídia. Me interessei pelo blog pela possibilidade de saber o que aconteceu sob a perspectiva de quem viveu a tragédia, e não tem interesse em se promover.
    Como eu não sou afeita a orações, queria ajudar de alguma maneira. Talvez essa tragédia acabe nos proporcionando uma chance de mostrar para esse povo a verdadeira solidariedade brasileira – um contraponto a versão tosca oficial.
    Encontrei esse link com dicas para enviar doações. Se vocês puder indicar qual desses meios é seguro/sério, ficarei feliz em divulgar a causa. http://tiny.cc/gMOvK
    Abs


  34. Rascunhei algumas linhas pra comentar sobre o post, mas diante de tamanha lucidez eu só tenho a dizer: parabens pela visão em “perspectiva”. E boa sorte e saúde a todos vocês, estejam ainda no Haiti, ajudando, ou de volta aqui no Brasil.


  35. Otávio, basta lembrar da guerra civil em Ruanda. E o filme Hotel Ruanda retrata bem isso. Para onde foram as tropas da ONU na hora que a situação apertou? Proteger o lado rico da sociedade. Eis o passado que explica o presente.


  36. Uma lição de ética e verdadeira humanidade. Força.


  37. Otavio, estive no Haiti em setembro do ano passado e realmente concordo contigo quando diz que é um povo abandonado, em nosso universo capitalista o Haiti infelizmente não tem espaço, além do que mesmo muito pobre e com a ajuda que recebe por incrivel que parece por la existe corrupção por meio dos governantes.
    Eu e um amigo fomos a capital conhecer o Haiti e a Missão que o Brasil desenvolve la, assim gerou-se Haiti: A Missão de Nossas Vidas, projeto de faculdade, e oque eu te falo sobre oq eu vi. O povo la é muito abandonado com certeza, mas não vi tristeza. Fome, miseria, isso sim, mas a alegria deles viverem foi oq mais me admirou, e ao andar pelos bairros observei o contato e a confiança que o povo Haitiano tem no nosso exercito, ja que não estavamos la pra explorar e mostrar a fome, e sim ver se oq o Brasil esta fazendo pelo Haiti valia a pena ou não. Posso te dizer do fundo da alma, o Brasil, os nossos militares brasileiros fazem toda a diferença, se estão la como forma de experiência mesmo assim eles estão tentando fazer o melhor, já que aqui no Brasil não são solicitados pelos governos estaduais, a obrigação de se estruturar é do governo e a ONU tenta no modo dela fazer o melhor, me questiono sobre os hoteis de luxo, conheci o conversei pessoalmente com o general Floriano Peixoto, que me pareceu uma pessoa disposta a mudar o que lhe via aos olhos. Ele ate comentou comigo que o Haiti seria uma potencia, demoraria uns 5 anos, a cultura deles é muito diferente, não seguem muito as “regras” e também não tem incentivo e emprego, mas ja tinhamos marcado que daqui 5 anos eu estaria la pra ver um novo Haiti. Por mim, e pelas minhas condições financeiras não estou ai com vocês, so quem foi ao Haiti, sabe o encanto e o fascinio de uma população mesmo na miseria não perde a alegria de cantar, se expressar, como queria poder sair e ajudar também, quem vai ao Haiti de la não se desliga jamais, são laços por toda a vida, ensinamentos pro nosso mundo capitalista, infelizmente teve que acontecer esta tragedia para que o mundo se voltasse ao Haiti e não porque todo o dia se encontra e se socorre como fizemos pessoas deitadas na ruas, simplesmente fracas por não terem oque comer. Creio eu que Deus fez isso para que o mundo e o proprio ser humano repense sua vida, repensa a ajuda que pode dar ao proximo e aos paises mais carentes. Queria estar ai de todo o meu coração pra ajudar, é muito triste ver oq vc conheceu não existir mais, mas sei que aquele povo guerreiro depois de tantas batalhas não vai desistir, e se eu puder com certeza farei ao que estiver ao meu alcance pra divulgar que eles estão la, precisam de ajuda, e se podemos porque não ajudar. Ajuda por mim ai, este povo tão castigado que passa mais uma vez por esta prova de coragem….
    Abraços Monique Antes – Santo Augusto/RS


  38. Parabéns pela coragem e sensibilidade!
    Pergunto: há algum caminho, dentre as contas bancárias indicadas ou além delas, pelo qual possamos fazer a ajuda chegar a esse povo mais preterido?


  39. Otávio,

    Entendo bem o que você disse, afinal presenciei a mesma “atuação” da ONU no Timor-Leste, quando lá estive. Nunca vi tanta hipocrisia! Continuem contando o que está acontecendo por aí!!!


  40. Lembro como se fosse hoje, em entrevista ao Programa do Jô, questionado sobre a atuação do Brasil no Haiti, o Ministro Celso Amorim fez uma colocação que passou ingênua aos ouvidos de muitos: “a solidariedade nada mais é do que o interesse próprio a longo prazo”.
    É mais ou menos isso, querendo mostrar trabalho para os países ricos, o Brasil finge que cuida o Haiti, as potências fingem que acreditam e o povo não consegue disfarçar a pobreza.


  41. Esse relato foi comovente e de extrema importância. A primeira nação independente negra da América sempre provocou um certo temor e por isso a reação é esmagar o povo, e a dita ajuda humanitária é mínima e quando muito,é para ajudar os ricos (como muito bem disseste).


  42. Sou apenas mais um que vem agradecer por esta postagem. Dá o que pensar.


  43. “Me orgulho das fotos que não fiz”
    René Burri – Fotógrafo


  44. Vcs realmente sao a unica fonte confiavel de noticias daí. É ridiculo (na falta de palavra melhor) o modo como a midia vem noticiando o que esta acontecendo no haiti, fazendo ode à mísera ajuda financeira que a ONU vai dar. Muito bem lembrado por vc, Otavio, os verdadeiros interesses das tropas aí e o quanto ela gasta para manter esses mesmos interesses.


  45. Otávio agradeço por compartilhar essas informações sobre o Haiti. COncordo com v. a respeito do sensasionalismo da mídia, em um jornal internacional, a notícia de capa chamava o Haiti de país sem sorte. A falta de sorte como deve imaginar não se refere nesse caso ao jogo geopolítico internacional, mas simplesmente ao devir da crueldade da natureza haitiana. O desprezo por nossa inteligencia e o abuso de nosso sentimento já por demais frágil nessa situação, moeda comum da mídia sensasionalista, não comparece no seu excelente texto. Obrigado! Um abraço fraterno.


  46. Não sei como começar…apenas. A lógica, a razão somem neste momento, emboroa não esteja aí presenciando este triste capítulo da humanidade. Tantas tragédias que poderiam ser evitadas. E me pergunto: “o que nos tornamos? O que seremos?”.
    Deus, ajude este povo e dê força ao pessoal da UNICAMP. Abraços…


  47. […] Today’s post is headlined “They Have Abandoned Us.” […]


  48. Gostaria de reproduzir este texto seu em meu blog , posso ? grato


  49. Otávio, sou André 27 anos morador de Santos-SP.
    Fico feliz em saber que temos Brasilieros (com alma do tamanho de nossa nação) compartilhando a dor com nossos irmãos Haitianos.
    Agradeço pela fotógrafa que não quer congelar a dor dos haitianos, agradeço a vontade e vocês pesquisadores por estarem aí neste momento de conturbado de um País.
    Espero que a nossa união ultrapasse as barreiras geográficas e assim, vocês aí, possam transpassar a vontade de LUTA e União que bate em mim, para com os nossos irmão/as haitianas.


  50. Na verdade Otávio, o Haiti é a materialização do egoísmo e da hipocrisia humana. Que ajuda humanitária que nada, os olhos do mundo se voltam para esse país-favela, porque é um cenário do Estado de Natureza de Hobbes, desse modo vemos a atuação dos lenitivos religiosos, da manipulação política das massas, do exercício da demagogia como elemento de controle e submissão de um povo. É um laboratório onde é difícil determinar quem são pesquisados e quem são pesquisadores. Esse laboratório é o prenúncio do fim da nossa raça, que só entende o viés material, como se a matéria viesse antes do espírito. A toda a história é contada apartir do gene vencedor, o que morreu antes da concepção não fará a menor falta, o que morreu depois da concepção não fará a menor falta, como todos nós morreremos não faremos a menor falta. Trate de viver sem a contaminação da moral religiosa, viver de acordo com as nossas convicções e jogando o jogo da vida, porque não existe outro jogo para ser jogado.


  51. Otávio…Infelizmente só lembram do Haiti neste momento. Se me permitir, estarei repassando o seu texto para que possamos mostrar a falta de humanidade das autoridades.
    Espero e rezo para que todos fiquem bem.


  52. Desconhecia o blog. Comecei a ler agora e vou acompanhar.


  53. Depois de ouvir ontem no Jornal Nacional “… até a parte nobre e rica de Porto Principe, foi devastada”, me revoltei, pois imediatamente pensei: este “até” é como se pudesse ser destruído tudo, mas a área nobre é sacanagem.
    Lendo hoje este teu relato, noto o qto é verdadeira a idéia inicial que tive ontem e só posso mesmo é lamentar, nada pode ser pior que seres humanos abutres.
    Receba uma abraço apertado e solícito neste momento conturbado e infeliz de nossas vidas.


  54. Difícil dizer alguma coisa. Difícil mesmo. Sabemos que boa parte do dinheiro e mantimentos doados não vai chegar à população necessitada, que as indústrias farmacêuticas vão lucrar muito.
    Nessa hora só os haitinaos podem consolar-se uns aos outros e depois de enterrar seus mortos buscar forças não se sabe em quê para erguer uma Nova Haiti.


  55. Otavio,
    Trabalho aí com o Viva Rio, estaria junto com vocês mas o João foi desta vez. São 14:45 dia 14 aqui, aí 11:45. Fazem 10 horas que nÃo consigo falar com ninguem daí da casa.
    Mande noticias por favor.
    As ajudas internacionais estão chegando.
    Fiquem firmes e nao vamos arredar os pés desta terra massacrada.
    Força pra galera aí.


  56. é… essa foi para aqueles que ainda tem orgulho de ser brasileiros… sera que eles vão colocar isso na próxima campanha de alistamento?


  57. Quer dizer que a situção seria melhor se a minustah não estivesse aí?
    Quer dizer que o atendimento e os primeiros socorros realizados pelo brabatt não ajudam?

    Quer dizer que os militares e funcionários da ONU soterrados no hotel não devem ser procurados?

    O sangue dos militares brasileiros escorre no solo do Haiti e você desmerece o trabalho deles.


  58. Realmente a Minustah só serve para ajudar os poucos que tem dinheiro e estão nos grandes hotéis de luxo. A ONU ESTÀ UMA VERGONHA !!!!!!!!!!!!!!


  59. Me desculpe Otávio. Você é um TAPADO. Graças às mídia MILHARES DE PESSOAS de todo o mudo estão desembarcando na Haiti para auxiliar as vítimas de um acidente NATURAL (Terremoto)em poucas horas. Quanto ao trabalho do BRASIL é de apenas patrulhar e tentar conter a situação de guerra. NÃO FOI PARA O LOCAL PARA RECONSTRUIR EM SEIS ANOS UM PAÍS DETONADO por dezenas de anos de DITADURA.


  60. TEM MAIS… A fotógrafa está agindo em favor de uma causa própria (MEDO DE SAIR PELAS RUAS) e n~]ao está registrando imagens de interesse humanitário e mundial.


    • que falta de noção


  61. BRAVO! O que estiver ao meu alcance farei… podem contar comigo! Entrem em contato se precisarem!


  62. Professor Calegari, o terremoto lhe fez mal à cabeça, por certo. O que o teremoto tem à ver com as condições históricas do Haiti? O seu post é uma baboseira só. Terremotos não escolhem lugar. Acontecem por conjugações de fatores geológicos. E não venha com essa estória de que somente casas pobrezinhas caíram. A Sede da Minustah está no chão. O pálacio do governo idem. A desgraça do Haiti, desta feita, não escolheu ninguém. Colheu a todos, sem distinção. Poupou alguns, como é o caso da sua equipe. Seria útil que menos besteiras fossem ditas nesta hora. Use bem a vida que lhe foi poupada. É mentira que somente os “ricos” (que coisa mais idiota de se dizer em uma hora como essa, não?) estão sendo ajudados. Os “ricos”, professor, estão ajudando a ajudar. A população norte-americana recolheu em questão de horas mais de 1 milhão de dólares em doações pela Internet. Que bom que os “ricos” existem nessas horas. Informe-se, já que está aí. A mída nos tem informado melhor neste sentido. Seu blog, por exemplo, me foi informado, pasme, pela mídia. Que coisa, não? Estou certo de que comentários ao seu post virão recolocar as informações de forma mais transparente. Uma revisão em seu texto já se faz oportuna.


  63. Isso é noticia de verdade. Muitos aqui no Brasil estão chamando soldados de heróis, coisa que nunca foram…


  64. Caro amigo Otavio!

    Coragem e esperança.

    Suas palavras demonstram a grandeza da sua alma.

    A vida? A vida vale um sopro. Um sopro…

    Daqui de Belem-PA, envio-lhe soluçantes prantos por essa sofrida gente.

    E quero deixar aqui registrado, a minha gratidão
    por sua bondade.

    Meus sentimentos!

    Sinceramente,

    Benny Franklin


  65. Excelente reflexão. Vou repassar esse blog aos amigos 😉


  66. O texto é belo, mas o que me indigna é a nossa hipocrisia e vocação para transferência de responsabilidade. Temos a mania de responsabilizar os governantes por tudo, mas não fazemos a nossa parte, como se tudo tivesse que ser feito pelo governo. Eu pergunto, o que todos nós fizemos pelo Haiti até terça-feira? O que fizemos depois do terremoto? D. Zilda Arns morreu no Haiti e não era do governo… A Ong Viva Rio está lá e não é do governo. Fora os muitos voluntários que trabalham em organizações ou sozinho lá e não são de governo nenhum. Os haitianos serão os últimos a serem socorridos porque eu, você que está lendo e a maioria da população mundial nunca esteve nem aí para o aí. Assim como não nos preocupamos com o Gongo, com Angola, com o Gabão, com as milhares de famílias que sofrem no semi-árido brasileiro. Os governantes são culpados sim, mas acho que cada um deve pensar qual é sua parte nessa culpa…


  67. […] Haiti: estamos abandonados 13 13UTC Janeiro 13UTC 2010, 23:39 Arquivado em: HAITI […]


  68. […] Otávio Calegari Jorge dtsv.dtse_post_2438_permalink = 'http://solomon1.com/a/2010/14/haiti-estamos-abandonados/'; dtsv.dtse_post_2438_title = 'Haiti: estamos abandonados'; Artigos Você deseja comentar, ou assinar o feed por aqui? Porque comentar? Você estará contribuindo com suas idéias e críticas. Além do que o comentário é uma forma que o você leitor tem para se expressar sobre o assunto postado de forma deliberada e aberta. Por isso não deixe a oportunidade passar e sempre que quiser exponha a sua opinião. […]


  69. Otavio gostaria de saber se este é um site democratico ou elitizado, não me importo com criticas, mas não acho justo que meu depoimento tenha sido tirado dai por não condizer com oque vcs consideram certo. Existe liberdade de expressão ou é vcs que estão fazendo o sensassionalismo, colocando somente oque lhes vem a calhar. Obrigado


  70. Desculpa, tinha abrido o texto errado, é que estamos tão abalados quanto vocês, queria poder estar ai, ajudar quem eu vi, e sei que estou aqui impotente, desculpe e ajudem eles por nós, como disse a meus amigos, se eu conseguisse ir ao Haiti pra ajudar e acontecesse alguma coisa, teria morrido feliz, porque estava ajudando alguem em vez de estar na frente de um pc teclando e não podendo fazer absolutamento quase nada, lutem por nós, abraços


  71. Olá Otavio Jorge,
    Gostei muito do seu texto, sincero e sem exageros. nem sei oq dizer sobre essa tragedia, mal posso imaginar… é preciso ser muito forte para resistir a tudo isso, te desejo muita força e coragem.


  72. Concordo com seu texto
    E já tinha me perguntado sobre isso
    Quando vi o trabalho no prédio da ONU . Vi que o povo estava em ultimo lugar
    E tudo muito triste

    Por favor cuidado!


  73. A sua postagem abre os nossos olhos para tudo aquilo que ja desconfiávamos… Lamento profundamente toda a dor do povo haitiano, lamento a negligencia desses hipócritas que estão “laboratoriando”.
    Curioso é também o fato de não aparecer mais nos cometários de cada postagem o interesse da racinha fedida de nossa imprensa…Eles estão satisfeitos com o tom quase anedotico com que as informações aparecem, escondem de todos que os milicos brasileiros estão dedicando o precioso tempo e ferramental não para o povo desesperado, mas para a casta… Quem mais publicará isso?


  74. […] Otávio Calegari Jorge, Estamos abandonados « Os novos brinquedos da CES […]


  75. Otávio e demais companheiros,

    Obrigado pelo belo relato do que voce tem visto da situação haitiana. Ontem assisti ao noticiario da TV brasileira e voce pode imaginar: cada nova desgraça é a alegria da mídia. a impressão é que a mídia é dona de grandes construtoras, assim, cada desastre desse é uma ótima oportunidade de lucros… por isso o show midiático que fazem sobre as tragédias.

    Por aqui as organizações da esquerda brasileira estamos nos reunindo para pensar alguma solidariedade ATIVA ao povo haitiano.

    Continue mandando notícias.
    Um abração,
    João Barison


  76. Se fosse na Venezuela de Chaves, o Lula, o Celso e o Marco Aurélio estariam muito mais presentes e ativos…


  77. Gostei muito do seu texto, profundo e coerente com os fatos. Estou torcendo para que vcs e o povo haitiano consigam superar mais esta tragédia. Força e Esperança para todos vcs.


  78. Otavio , é muito IMPORTANTE seus relatos sobre a tragédia politica e humana que vem se abatendo a muito tempo sobre o Haiti, agravada agora com o terremoto, seus relatos são importantes porque, além de estarem vivenciando o que esta acontecendo no hoje e agora, vem de uma fonte de informação independente e de esquerda, com uma abordagem politica critica e correta sobre o que de fato acontece no Haiti além do terremoto.
    Só discordo com a visão equivocada e pequena que vocês podem estar tendo do importante papel de informação e denuncia que a fotografia joga nesses momentos, quem diz que companheira fotógrafa que mora com vocês tem que sair as ruas só para fotografar o sofrimento do povo, que nem os urubus da midia convencional? não concordas que uma fotografia revolucionaria teria que estar a postos e dar um enfoque diferente da situação, por ex:seria enriquecedor e complementaria seu belo texto e os próximos que virão com certeza, com fotografias da Minustad totalmente ausente das ruas, e priorizando atenção a parte rica da cidade, mostrar alias,que o principal papel das forças militares que portam as armas nesse momento no Haiti é a de conter as mobilizações de revolta das massas contra tamanha desgraça que se abate sobre o povo Haitiano, seja ela vinda da politica ou da natureza. FOTOGRAFEM, NÂO SE ACANHEM, FAÇAM O SERVIÇO COMPLETO, que alias esta muito bom, continuem nos alimentando com essas preciosas informações e denùncias do que esta rolando nesse pais de valoroso povo negro.
    Só fiz a critica sobre a parte fotografica porque sou fotografo e com certeza estaria estaria com ela na mão, mas respeito a postura da fotografa.Abraços.


  79. Em meio a essa repetição infindável que a midia brasileira (e mundial) tem exercitado, mostrando o drama no Haiti, por um lado, e exaltando positivamente a presença dos militares, junto-me a tentativa de lucidez que emerge do txt do Otávio. é como se a repetição de imagens, frases, que exaltam a tragedia imediata tentasse purgar, exorcizar o terromoto, mas sem retirar dos escombros (aliás empurrando para mais abaixo dos escombros) o que representa de fato a presença militar no Haiti, ou o que representa calar “a primeira república negra do mundo” por meio de vestes de ajuda humanitária. É um exercício de repetição que parece ter como função um alívio que vem da exaustão, de algo que se repete incessantemente, incansavelmente, e que, acredito, tenha como consequencia o esquecimento. Como um trauma, tamanho o choque, a repetição praticada pela midia, a exaltação da solidariedade, alivia pela exaustão, pelo excesso, e joga abaixo dos escombros a ocupação militar, a culpa, a responsabilidade que nao se quer enxergar. Finda a repetição, surge um novo drama, inicia-se um ciclo de esquecimento, apagamento. Fazer surgir a lucidez nesse imenso jogo, e nesse momento, faz do texto do Otávio, algo de um valor inestimável.
    com admiração pelo trabalho de todos vcs, um grande abraço!


  80. Desde o ocorrido me sinto pequena por não encontrar meios de ajuda efetiva a tantas pessoas em sofrimento. Este relato foi um afago em meu coração angustiado e entristecido diante a tragédia do Haiti. Como é bom encontrar pessoas q em meio a toda a desgraça consegue olhar o “maravilhoso e estrelado céu caribenho”, ouvir as “cantorias religiosas” e acreditar q é a “coisa mais extraordinária” da sua vida, mesmo deitado no jardim da casa por medo de adentrá-la. Deus te abençõe e não desanime, confio nesse otimismo e nesta forma diferente de encarar os fatos. Força!!!


  81. “Como de praxe, colocando a propriedade na frente da humanidade.”

    não consigo nem comentar, só tenho a agradecer por existirem pessoas que ao contrário da mídia, se preocupam de verdade com quem está por ai. Muita força, vou mandar muita energia positiva pra todo mundo ai, por enquanto é só o que eu posso fazer.

    um beijo muito grande, com muito carinho, de quem nao conhece, mas ama vocês que lutam por algo melhor e que ama esses nossos irmãos do Haiti!


  82. Estou acompanhando o blog. Adorei as postagens.
    Sou contra a exploração da dor alheia, das lágrimas expostas em jornais, tv e internet. Que o Haiti se recupere o mais breve possível. E que a ONU e o Brasil realmente façam o seu papel…nunca é tarde.


  83. A ONU não é culpada por nada, meu filho. Você não estaria aí se não fosse a ONU. Mande os médicos, dentistas, professores da UNICAMP para dar aula aí ao invés de ficar fazendo política esquerdista a sentando no pudim. Você é um custo aí, não mais uma despesa inútil.


  84. Meu Bom Otávio

    Precisamos muito de voces !!!
    Não nos dixem apenas com as informações da nossa “mídia urubu” que te incomoda tanto quanto incomoda quem como eu se sente tão “pequeno” diante de tamanha tragédia. Do assento de minha cadeira de rodas me sinto desesperado para fazer alguma coisa !!!
    Talvez Deus não visse outra alternativa para fazer acordar o mundo para a solidariedade e a compaixão aos mais necessitados.
    Me sinto envergonhado pela convivência e a conivência com um mundo anestesiado pelo individualismo e pela busca insana do acúmulo de riquezas. Um mundo ruim que como bem disse Leonardo Boff, só dão sentido à vida através da ganância como os que nada tem e querem ter, os que tem mas querem mais e os que tem mais e nunca acham suficiente e por isso NÃO SABEM REPARTIR !!!

    Esse blog será de suma importância para os que de fato se compadecem e buscam exercitar de fato a SOLIDARIEDADE.

    Meu sincero e profundo AGRADECIMENTO pelas verdades aqui escritas !!!


  85. Excelente texto, para não dizer real, para um horrivel destino de um povo tão sofrido, e tanto aqui no Brasil quanto aí no Haiti e tambem na Africa, seculos atras sugaram até quanto puderam e abandonaram a própria sorte, basta ler e interpretar a historia da humanidade.

    Vamos rezar por todos.


  86. Parabéns pelo texto Otávio, bem sincera sua análise.
    Que bom todos estão “bem”.
    Muita força para vcs nessa hora.
    Fiquem bem.


  87. Prezado Otavio, lendo seu relato chego a uma triste conclusão: da forma mais dolorosa possível foi mostrado ao mundo que o Haiti não precisa, mesmo, de qualquer ajuda da ONU, mas apenas da solidariedade humana. Pois a “Organizaçao das Nações Unidas” promove apenas a união dos interesses mesquinhos daqueles que escudados em uma política pacifista, vivem mesmo de explorar um país que paga pela ousadia de ser a primeira república negra no mundo. Não é admissível que com toda essa desgraça, nosso exercito não tome as medidas necessárias. O jeito é aguardar a ajuda que vem de fora.


  88. Otávio, diria eu: VOCÊS TIVERAM MUITA SORTE…depois de eu ver algumas fotos dos corpos nas ruas…estou chocada, com tamanha desgraça!!


  89. Concordo com quase tudo, exceto com o fato de achar que esconder o sofrimento deste povo, não fotografar, vai ajudar. É importante que o mundo abra os olhos para o que acontece aí. Muita gente, infelizmente, só ajuda ao ver uma criança chorando, uma mãe desesperada. Não devia ser assim, mas enquanto ainda é, o jeito de ajudar é esse. Mostrando pra todo mundo.


  90. Otávio! Texto magnifico e comovente! Força a todos vocês brsileiros que estão passando para nós essa mensagem tão humana! Força para os haitianos!

    Abraços,
    Livia.


  91. Caro,
    Sem querer ser ofensivo…nem é a hora para isso.
    Mas, me responde uma coisa: Como vc consegue fazer uma análise dessas sobre a minustah e sobre “o exército brasileiro salvando ricos”, quando vc está alojado dentro da casa da viva rio, limpo, esperando tua vez de voltar para tua casa são e salvo, ou seja, sem acesso a maiores informações?

    O que vc disse, meu caro, é de uma injustiça sem tamanho.

    Eu estudo esse país e essa missão de paz antes mesmo de você entrar na faculdade e agora eu tenho que ver você fazer esse nobre serviço de desinformação, fazendo as pessoas acreditarem em uma mentira como essa.

    Vai lá, pega a sua enxada e vai ajudar a retirar pessoas de escombros, salvar vida…de ricos e de pobres…iguais, na desgraça e na calamidade!


    • Dimitri,

      São esquerdistas, você acha que são ativos fisicamente? É óbvio que o negócio deles é escrever em blog. A ONU é culpada de tirar gente branca de escombros, inclusive o rapaz aí mostra apreenção, pois se o alojamento dele desabar, ele vai ficar chorando até a ONU tirar ele lá de baixo. O pior é não fazer nada, não mandar médicos da UNICAMP, ficar se aproveitando de desgraça alheia para fazer política.


  92. […] Haiti: estamos abandonados Janeiro 13 – 2010, 23:39 […]


  93. Oi Otávio!

    Estava e ainda estou preocupada com vcs!

    De qualquer maneira, seu texto está muito bom. Também gostei muito do texto do Omar publicado com destaque na folha de são paulo de hoje. Nem sei como que eles publicaram isso. rs..

    Precisamos divulgar esses textos e relatos como pudermos. Eu tomei a liberdade de publicar seu texto no site do coletivo de comunicadores populares. Perguntei o que a Luma achava e ela disse que pensava que vcs queriam divulgar ao maximo e que vc naõ se importaria. Se te incomodar, avisa que eu tiro o texto imediatamente. Se quiser, produza mais textos e envia por meu email. Seus ou de seus companheiros aí. A gente publica tudo no site do coletivo.

    Força aí!!

    Grande beijo
    Ana Elisa


  94. Minha solidariedade não pode ser manifestada em palavras. O seu relato é uma contundente e cruel manifestação da dura crueldade que o Brasil e outros países, lacaios dos Estados Unidos, impuseram ao Haiti nos últimos anos. Reproduzi inclusive no meu blog (http://candidoneto.blogspot.com/) este realto.
    Cruel também tem sido a cobertura da mídia no Brasil. Além do sensacionalismo da Globo e outras emissoras de TV, vemos a grande dedicação para o “drama” dos militares brasileiros mortos e feridos no terremoto, quase que esquecendo dos milhares de haitianos mortos. Mas, o maior cúmulo mesmo, foi pego pelas câmaras do SBT que gravou, sem querer, o cônsul do Haiti no Brasil conversando com outra pessoa e dizendo que o terremoto foi bom para o Haiti, pois assim o país receberia mais recursos e que tantas tragédias no país têm origem nos cultos africanos praticados pela população.
    Mesmo assim, há no Brasil um grande clamor com o povo haitiano e temo que ONGs, entidades e o próprio governo com oportunismo, aproveitem-se disto para receber recursos que nunca chegaram diretamente para o povo haitiano.
    Força para vocês e para todo o bom povo haitiano.


  95. seus comentarios sao um “furo de reportagem”e que a imprensa brasileira nao terá coragem de investigar neste momento! esperamos que as forças de ajuda cheguem o qto antes para diminuir o sofrimento de todos!dias melhores ao haiti!


  96. Infelizmente vc tem toda a razão, não existe o menor interesse em acabar com o sofrimento desse povo, apenas usam eles para treinamento.
    Será que uma vida de um ser humano com dinheiro tem mais valor que de um pobre? Infelizmente quem pode fazer alguma coisa por eles, apenas querem usá-los.

    Força e coragem a todos.


  97. Otávio, seu texto é mesmo bonito, mas não deixou de me incomodar a passagem relativa à fotógrafa.

    Concordo que a mídia é sedenta por imagens trágicas, mas além de setor da economia, empresas que visam o lucro, a comunicação é uma ferramenta importante para a humanidade.

    Vocês estão bem no meio de um evento histórico, que interessa a muita gente (não só do ponto de vista econômico), e, para ser objetivo, considero a postura de não fotografar uma grave OMISSÃO.

    É muito diferente um playboy sair pra tirar fotos bonitas e dramáticas de pobres na favela, e um grupo de pesquisadores, cientistas sociais, que faz o registro fotográfico de sua experiência, um registro de enorme importância.


  98. Eu vi o “site” de vocês no jornal “Correio Popular” de Campinas e o acessei porque estou nauseada com o sensacionalismo da “Globo News”, apesar de autoproclar “ad nauseum” a qualidade e seriedade de seu jornalismo. Sumiram das manchetes os alagamentos, deslizamentos, etc. e suas vítimas, para tomar todo o espaço o terremoto ocorrido em Haiti e suas consequências. A tática é repetir sempre o mesmo regado a fotos chocantes que causam dor e consternação na população (não poderia ser diferente)pois sabem muito bem que as desgraças gritantes dão “Ibope”.
    Considero seu artigo corajoso e acredito que muito do que está ocorrendo por lá, seja como você o relata. Porém, chamo a atenção para não generalizar. Penso que muitos, civis e soldados de tropa especialmente, brasileiros e de outras nacionalidades, estejam ajudando na busca de mortos e feridos. O mesmo, na distribuição do pouco que possa ser distribuido. Em momentos de caos e confusão sempre surgem heróis anônimos que fazem porque sentem que devem fazer, e não esperam nem pensam receber reconhecimento público nem medalhas pelas suas ações, mesmo porque ninguém nunca saberá de quem foi a mão extendida no momento que mais necesitava de ajuda. Aos donos de emisoras e jornais que manipulam a informação para seu benefício, aos burocratas e gananciosos do momento, a história os julgará.
    Sonia Presa Salzberg. Psicanalista e Prof. aposentada da FEA, UNICAMP.


  99. Ficar preso em teorias de livros e mais livros e não viver a prática da VIDA REAL. Ficar debatendo ideologias INTELECTUÓIDES e virar a CARA para o MUNDO. VOCES TEM ESSAS COISAS TÍPICAS DE ALMOFADINHAS, FILHINHOS DE PAPAI VIVENDO NO MEIO DA POBREZA PARA DIZER QUE SÃO SOCIAIS. VÃO AJUDAR OS NECESSITADOS PARA VER SE VOCES CRESCEM COMO GENTE. Ficar culpando o Governo, que está tentando fazer o melhor não é o caminho. Negar Fotos da realidade é fazer o mesmo que um AVESTRUZ. Enfiar a cabeça na terra e se esconder da realidade. Deixem de ser PEQUENO BURGUES.


    • Gil,
      me comove ao fato de pensar que ao invés de estar fazendo alguma coisa que preste e seja de fato util para a conscientização dos trabalhadores, vc deve ficar sentado assistindo a rede Globo!
      Não se viaja para o Haiti para fazer turismo … faça-me o favor.. era só o que faltava! Ninguém esta lá para fazer bonito…
      e de duas uma, Ou vc tem rabo preso com o Governo, ou no minimo mais um pequeno-burgues!


  100. Parabéns, Otávio, pelos seus depoimentos! eles nos revelam a realidade omitida pela Globo e demais canais de mídia burgueses – a Globo, ontem, fez uma retrospectiva da história do Haiti que terminava com a partida de futebol amistosa entre a seleção daí e a do Brasil, como se uma partida de futebol descontraída fosse a metáfora apropriada para a “missão de paz” do Brasil neste país sofrido. contamos com vcs para saber o que se passa por ai, por que, no que depender da Globo e afins, só teremos acesso à fantasia.

    um grande abraço!

    Bernardo


  101. Considerações de uma missão … significa trabalho, riscos,planejamento,execução, seriedade e responsabilidade, assumidos ou não, inclusive nesta decisão de fazer parte desta doação, que não é uma viagem de negócios e sim uma missão( seja para uma cooperação física, intelectual ou espiritual de acordo com o trabalho ou ajuda que se desempenha no Haiti ) . Devemos considerar eventos fortuítos sempre fora de nossa terra-mãe , e jamais isto pode ser considerado um turismo humanitário, para civis ou militares em relatos para escrever livros ou criar albuns de fotografias. As emoções locais que se descreve são reais e profundas por estarmos juntos( sofrendo juntos ) como seres humanos.
    Não posso deixar de relatar que assumir riscos faz parte de qualquer atividade , seja humanitária, seja em pesquisa, empunhando cadernos e canetas, para pesquisar, como algumas vezes, empunhando armas, para pacificar e manter a ordem.
    o que se faz hoje é interferir ? ou apoiar sem querer compensações ou extrair novas teorias de grupos sociais ou técnicas de como criar novos cursos de relações internacionais ? ou melhor querer entender uma cultura ? não deve significar e levar a criar ” compaixão ou comparações ” em relação as outras culturas . A quantidade de pobreza , de humildade ,de necessidades básicas são conceitos que devem ser respeitados, pois cada nação tem objetivo de felicidade/povo diferente de outros povos, comparar é perigoso esta visão ocidental de ser . O que são valores neste momento no Haiti ?, um xícara de arroz é mais importante que chorar e enterrar seus mortos? ou uma garrafa de água potável ?, ou será mais importante publicar cenas de destruição da cidade para angariar fundos ?, também não posso esquecer … o que é muito fácil digitar frases aqui a 10.000 Km de distância ou escrever do local em meio a poeira e sentir o cheiro do corpo humano que ainda não foi enterrado ?.
    Um pensamento me empurra a escrever, este povo que “estudamos ” e “apoiamos ” merecem respeito e liberdade de escolha , pois são assim e devem ser assim ajudados e não modificados por padrões que não são ou melhor não fazem parte do modo que seus bisavós e avós os criaram .
    aos haitianos que sobreviveram a minha homenagem ao povo que resiste e aos “estrangeiros” que tiveram a sorte de relatar e estar estudando a pós-crise, boa sorte, em suas “pesquisas” e conclusões que levem a simplesmente a levarem novamente sorrir o povo haitiano e serem pessoas alegres e livres.


  102. Caro Otávio,
    obrigada por seu texto. Precisavamos um texto como este. já fui em Haíti para um trabalho à convite de Myriam Merlet e da organização ENOFANM e conheço (um pouco) de perto o que é se haitiano ou haitiana, negra, pobre e lutadora.
    Coragem e luz nestes dias de sombra.
    luiza huber


  103. Otavio , após ver alguns comentários que muito contribuíram, incursões em diversos campos do conhecimento e opiniões polêmicas, fico na dúvida se realmente representa a UNICAMP, ou um dia pensou em representar . Acredito que a nossa Universidade Brasileira, séria e de renome internacional em pesquisas e formadora de pesquisadores e de opinião o tenha habilitado a falar e relatar em nome da ONU e do Governo Brasileiro, do nosso Ministério das Relações Exteriores e em nome da própria Universidade.
    Boa sorte em sua trajetória, atirando para todos os lados, acredito que sua passagem de volta deva estar reservada quando normalizar o aeroporto, mas em outro vôo e bem longe dos corpos das BRASILEIRAS e BRASILEIROS que infelizmente faleceram cumprindo suas funções e deveres para ajudar as pessoas necessitadas, sem escolher céu estrelados para se inspirar para trabalhar, a hora ou local de ajudar.


  104. Otávio,
    seja no Haiti ou no nosso sofrido Brasil é manter as opiniões e textos , pois é o melhor embate( entre pessoas/opiniões fundamentadas ) é no campo das idéias e não deletando o texto ou opinião de outros, já que se colocou como público, gostaria que restituísse o texto que escrevi anteriormente e que você deletou.Você falou em falta de transparência em seu texto das autoridades da ONU, acusações e que acontece no Haiti e escondeu meu texto, acredito que aprendeu rápido com o ambiente novo ou não são reais suas considerações, ou sem compromisso com a verdade.Infelizmente pensei que esta página tinha credibilidade e não passa de diversão para trocar e-mails, fruto da dor de seres humanos.


  105. Da Pedra Lascada à “Era do Conhecimento”, e ainda não foi possível prever a chegada de um terremoto a um lugar qualquer. Que pena!!!

    Já fomos à lua, queremos desbravar Marte… deixamos isso para depois! Agora é o sofrimento da POVO do HAITI, não a mídia e a política em si, mas a política solidária, de unir forças para, pelo menos, colocar-nos, por um momento, no lugar de um dos sobreviventes da tragédia haitiana e refletir sobre nossa pequenez diante dos fenômeos naturais.

    Diante de uma catástrofe como essa não há rico e nem pobre. Até mesmo um “rei” é capaz de dormir ao ar livre para não amanhecer soterrado na manhã seguinte.

    Portanto, diante de uma catástrofe dessa não há casamata para super-herói e muito menos para PEQUENO BURGUES.


  106. Não sou militar, governo, capitalista…
    Sou um Paraíba do Brasil.
    Grandes textos, excelentes comentários, mas mesmo assim, nesse momento em que digito, trocaria palavras, imagens e reflexões politicamente corretas pela ‘net’ para em silencio por uma ‘bandana azul’ e junto aos ‘capacetes’ do Brasil ajudar remover pedras no Haiti.


  107. Mas que filho da puta esse tal de Otávio, hein? Agora o culpado de tudo é o soldado brasileiro que, neste exato momento, protege inclusive ao viadinho aí! Não demora vai dizer que é culpa dos “loiros de olhos azuis” também!
    Esqueceu-se de François Duvalier? Do filho assassino, Baby Doc?
    Vou torcer pra voce morrer aí!


    • A primeira frase do seu post serve para vc mesmo. Suas observações não merecem mais do que este simples comentário.


    • “Abc de Fgh”, ele está lá. Não está exagerando ou mentindo como um reporter qualquer, ele está relatando o que está vivendo. Sem a net saberiamos somente a versão maquiada da TV.
      Não dúvido da vontade de ajudar dos brasileiros da minustah, mas quem manda é a ONU, e o Brasil , como vc sabe não tem voz na ONU.


      • Claro q ele está lá…tomando conta da vida dos outros pela greta da janela,de barriga cheia e nenhuma sede graças à ONU e ao prestígio do governo/exército brasileiro junto a ela.
        Já q os soldados brasileiros não estavam socorrendo os pobres pq não se juntaram e foram socorrê-los?…meia dz de gente atoa ,as custas de ser “brasileiro”,já teria dado prá salvar pelo menos um,não é?
        No entanto só se preocuparam em suprir a despensa e falar mal de quem,fez o q estava ao alcance fazer naquele momento…
        Q pena…alguém da UNICAMP uma universidade tão bem conceituada internacionalmente ter coragem de fazer um comentário desses num momentos desses…arregace as mangas,ow,MÃOS À OBRA!!Ajude!!!!!!!!


      • Gaio, que papo é esse de voz na ONU????? Você acha que agora é hora de pensar em política? O exército esta trabalhando sim, esse comunista da UNICAMP esta blogando, mais nada, deve ter medo de “gente de cor”. Deveria levantar o rabo do puff e ajudar. Aonde estão os médicos da UNICAMP??


  108. Olá Otávio!

    Li seu post por indicação de um amigo e sinto que José Saramago em “O ensaio sobre a cegueira” soube mostrar algo semelhante às suas observações. Não consigo deixar de associar a ideia de que no Haiti a cegueira já se instalou, e a barbárie contra os mais necessitados passa a ser um mero treinamento para os campos de guerra civis do Rio de Janeiro. A ânsia por tragédias move muitos veículos de comunicação de todo mundo, mas deixa a desejar quando se trata de valores humanitários.


  109. Olá Otávio e equipe!

    Seu que meu “post” assemelha-se a muitos outros que, felizmente, preenchem acima o blog de vocês.
    Mas acredito que nesses momentos a expressao de solidariedade nao precisa ser poupada, por ser demasiadamente repetitiva.

    Assim, digo que por aqui acompanhamos satisfeitos o trabalho e relato que voces dispoe a fazer, em tal momento dificil que assola o Haiti, já tão sofrido pela historia de ocupação e repressao….Aqui fazemos nosso trabalho de difundir essa visão dos fatos que a mídia internacional obviamente nao busca traduzir…..na esperança de que mais e mais brasileiros possam ver de forma mais crítica os de-serviços prestados pela MINUSTAH nesses ultimos anos no HAITI.
    Força e perseverança nesse momento!
    Abraços solidarios,
    Leandro


  110. Otávio, eu procurei a internet em busca de notícias que fugissem do óbvio sobre o terremoto no Haiti e, por sorte, encontrei seu bolg. Seu texto é maduro e consciente e eu espero que vc continue esclarecendo e informando a todos aqueles que querem mais do que as notícias e fotos divulgadas pela mídia ( e que, em poucos dias, deixarão de aparecer nos telejornais – esta é a lei da mídia : uma notícia vai substituindo a outra…).


  111. […] nove pesquisadores daquela universidade no país caribenho, quando diz que um militar brasileiro teria afirmado que, sim, o Haiti serve de laboratório  para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas […]


  112. Nos acomodamos com a situação que estamos vivendo…reclamamos…reclamamos mas raramente existe atos efetivos que podem mudar essas situações.
    “Solidariedade, compaixão, ajuda humanitária? Esperamos que as grandes trágédias acontecem para dar ajuda assistencialista. Será este o caminho?


  113. Infelizmente, a mídia brasileira e internacional vive à espera de meia dúzia de tragédias e escândalos por ano para turbinar suas vendagens e audiências. No final do ano se faz uma “bela” retrospectiva com “os fatos que abalaram o mundo no ano que passou” e fica-se à espera das novas catástrofes e tragédias. Uma pena.


  114. Caros Amigos.
    Nossa família Braska e Prestes,está acompanhando voces por internet.Desejamos que este período seja rico em experiência nas vidas de voces…que lutem,pesquisem,vivenciem coisas que possam transmitir ao mundo,assim poderemos ser mais ricos e humanitários em novas direções.
    Forte abraço,solidariedade e amor sincero.
    Jô Braska Prestes e família.


  115. The ARNING!
    This story is NOT WANT TO HEAR.
    WORD THAT COMES FROM GOD IF MEETS DEUT. 18:22 AND WILL COMPLY, IF YOU ARE A BIBLE, EVERYTHING HAS TO FULFILL MATTHEW 5:17 GOD REVEALS TO MEET BEFORE, AMOS 3:7 IT WILL FORM A MINISTRY ONLY ONE AND ONLY PASTOR Jeremiah 23:5 Ezekiel 34:23 DANIEL 7: 27 HE SPEAKS TO TAKE THE SAINTS GO HAND IN THE PASTORS THAT ARE NOT TRUE SHEPHERDS AND YES THE BEAST, Daniel 7:25-26 Ez.34: 10 BECAUSE MANY ARE DOING IS OF MINISTERS NOT KNOW THAT GOD AND THE WORST IS THAT THEY NO MEETS THE BIBLE, Malachi 3:10 which states: Tithes and Offerings HAVE TO BUY FOOD, BECAUSE GENISIS 1:29 SAILING TO MEET GOD’S WORD, Jeremiah 1:12 MATTHEW 5:17 BUT THE BEAST THINK SO WHY IS PREACHING THE VOICE OF GOD IS HAPPY WITH THAT, AND HE SPEAKS wish you were cold or hot! Revelation 3:15 God says that the Saints BEEN TAKEN TO THE BEAST FOR SOME TIME, BUT IT WILL TAKE OF YOUR HANDS AND DELIVERED TO THE PEOPLE OF SANTOS, DANIEL 7:25-26 7:27 BEAST IS ALL THAT WERE WITH RICH MONEY CHURCH, LOOK WHAT SPEAKS ON JAMES 2:14 Ez.34: 1-2-3-4-5-6-7 JUDAS 1:7-8-9-10-11-12-13-14-15 PRA FULFILL THE BIBLE MUST BE AS THE CHURCH OF JESUS THAT IS THE apostle ACTS 2:42 THAT EAT PEOPLE in the Church and took his PRA CASA FOOD AND EAT WITH JOY AND SEE HOW God works, GO BACK THAT SAME CHURCH AND ITS PRA GO NOW SUPRESA COMESSA 2010, GOD REVELOR TO REVELATION 10 THE BOOK OF JOHN IN THE MOUTH WAS SWEET ON STOMACH WAS BITTER. THIS IS THE VIEW: GOD WAS BRINGING THE GOSPEL TO EARTH, ALL IS ALEGRAR IA, IA KNOW WHY MONEY WITH THE GOSPEL, STOMACH END, GOD WILL TAKE THE SHEEP AND SHEPHERDS WILL FEEL A DEEP bitterness.
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    IT IS VERY GOOD AND BETWEEN THIS ORKUT IGREJAUNGIDA@HOTMAIL.COM
    SEE THE VIDEO, all that the Bible is fulfilling, this world will end all that remains now we serve Jesus, in all sincerity, look what he told me to publish, you are reading to disclose this letter is all that will meet only a church is only one God only one faith only one baptism, anointed church that is the real buying foods with tithes and offerings to meet the Bible and God who sent in a campaign 30 days alone with God, pastor Silone


  116. Otavio,

    Seu comentário é irrealista; é um escrever fácil
    e simplório.

    O terremoto matou parte da direção do Minustah que se hospedava nos hoteis. Zilda Arns provavelmente se hospedaria em tais hotéis luxuosos. O Minustah não é uma força de ocupaçaõ que
    faz o que quer. É uma organização militar que obedece uma cadeia de comando e no terremoto
    parte do pessoal que orienta o Minustah foi morta e o Minustah ficou tão sem comando como a população.

    O Minustah *deve* sim procurar *prioritariamente* os mortos e sobreviventes dos tais hoteis de luxo
    pois essas pessoas não são ricas mas profissionais assalariados em uma série de organizações e muitos foram trabalhar no Haiti muitas vezes contra a vontade da família mas como obrigação profissional. Esses assalariados possuem famílias que precisam ter um atestado de óbito válido para os filhos terem direito a pensão. Muitas dessas famílias passariam necessidade ficando dois ou tres meses sem salário. Se o cadáver do sujeito não for encontrado a familia de um profissional asalariado desses fica no inferno. Os soldados do Minustah são assalariados e se identificam com o drama familiar
    de outros assalariados de outras organizações governamentais como eles.

    O presidente Obama está no comando do exército mais poderoso do mundo e seu país está próximo do Haiti. Tem uma base em Honduras, no Panama, na
    Flórida e está criando mais uma na Colombia.
    Ele teria condições de colocar mais 10 000
    pessoas no Haiti além do Minustah. Em minutos
    seu comando militar apronta uma foto
    de satélite do Haiti com panorama real do ocorrido. Mas seria demagogia minha dizer que o Obama é um banana.
    O Obama não conseguiu no primeiro dia nem encontar
    o presidente do Haiti. O Terremoto deixou o Haiti completamente sem governo e o Minustah sem cabeça
    o que criou um impasse pois o Obama ou qualquer
    outro governo precisa respeitar a soberania do Haiti e pedir permissão ou anuêcia do governo
    do Haiti para prestar ajuda. Ou só porque o Haiti é um pais de negros
    pobres deveria ser tratado como nosso quintal e o Minustah
    se comportar como exército de ocupação que faz o que quer? O Minustah nesses hotéis está procurando parte de seu pessoal de comando.

    Ficar na internete escrevedo o que vem na cabeça é fácil. É irresponsabilidade acirrar o irracionalismo de preconceitos de classe e raça.

    Odair


  117. Como nas enchentes e desmoronamentos no Brasil, ficamos comovidos mas não podemos perder de vista as políticas dominantes em cada caso.
    O Brasil devia transformar os milhões de R$ q está gastando para manter aquela ocupação militar (em favor das multinacionais q exploram aquele povo miserável) em verdadeira ajuda humanitária q tanto necessitam!
    Abração.


  118. olá,

    sou repórter do GLOBO e gostaria de entrevistá-los, seja por email, skype, msn, telefone, o jeito que der.

    Meus contatos são:

    email: angelagoes@gmail.com
    msn: angelagoes@gmail.com
    tel: 55 21 2534-9660

    Abraços, Angela Goes


  119. oi

    sou repórter do GLOBO e gostaria de entrevistá-los, seja por email, skype, msn, telefone, o jeito que der.

    Meus contatos são:

    email: angelagoes@gmail.com
    msn: angelagoes@gmail.com
    tel: 55 21 2534-9660

    Abraços, Angela Goes


  120. […] Haiti: estamos abandonados A noite de ontem foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos […] […]


  121. Otávio, estava escrevendo uma crônica para o meu blog sobre o Haiti (e essa ‘atenção’ ao país somente após tragédias como a atual). Daí encontrei parte do seu texto reproduzido num Blog do Diário de Pernambuco. Encurtei meu texto e linkei o seu. O relato que você faz é veraz – posso afirmar isso, ainda que eu não esteja aí. Parabéns pelo excelente texto. Você tem meu email e endereço do meu blog. Estou a disposição… Abraço a todos e votos de uma rápida recuperação (para vocês e para o povo haitiano).


  122. […] to aid foreigners. In addition, a group of Brazilian researchers working in Port-au-Prince claimed that in a conversation with one of the Brazilian UN soliders on Tuesday, the soldier declared that […]


  123. Fiquei emocionada lendo seu post. Essa tragédia no Haiti, além de me causar muita tristeza, me levou á querer saber mais sobre esse país. Pesquisando encontrei seu site. E fiquei emocionada com o que li. Seu relato é limpo, transparente. Dolorido. Que Deus abençoe o Haiti com esse povo valente. Obrigada !!!


  124. Otavio,

    Quantos Haitianos vocês e seus asseclas ajudaram humanitariamente nestes dias? ou ainda estão se preservando,ou estudando à distância como sua elogiada fotógrafa?


  125. Li com muita atenção o que você escreveu. E acho que isso deve ser compartilhado com mais pessoas. Publiquei na minha página do Facebook. Espero que você não se importe. Estou dando os devidos créditos. Um grande abraço e boa sorte, não só a você, como a todo população do Haiti.


  126. Esse cara devia estar em casa. Se não sai na rua está fazendo o que lá? Falando mal do trabalho dos soldados? Se tem medo devia ficar no Brasil. Se não entende o fotojornalismo que se resigne a ver estrelas céu. Sem imagem as pessoas não sentem. Mal ou bem se não fosse a mídia o mundo não teria nem chance de poder querer ajudar. Sim, porque querer ajudar já é algo.
    Esse tipo de especialista ALMOFADINHA, amanhã ou depois vai escrever livro e faturar com a desgraça. Quantas pessoas vocês salvaram? Se tem MEDO saia, deixe a sua comida para quem tem fome e para quem precisa de energia pra mover montanhas. Nesse texto, em caDa linha, eu só li a paLavra COVARDIA.


  127. Gostaria de saber se esta pesquisa da Unicamp inclui aspectos ambientais.


  128. A respeito da situação das atividades na Cidade de Porto Príncipe, o Comando do Exército informa que:
    – O Comando do Batalhão Brasileiro (BRABATT) reorganizou o material e pessoal, tendo, após isso, planejado e iniciado uma intensificação das patrulhas, colocando todo efetivo disponível em operação, no intuito de evitar o aumento dos índices de violência na cidade de Porto Príncipe, que permanece estável no que tange à segurança.
    – A Companhia de Engenharia Brasileira (BRAENGCOY) continua realizando trabalhos nos escombros do Hotel Christopher, a fim de resgatar funcionários civis e militares, que estejam vivos e, também, os corpos dos falecidos. A engenharia militar brasileira trabalha na desobstrução da Rua Delmas, uma das principais vias da cidade. Além disso, tem recolhido corpos que se encontram espalhados pela cidade.
    – Equipes de resgate dos Corpos de Bombeiros do Rio de Janeiro e do Distrito Federal iniciaram seus trabalhos, tendo resgatado diversos sobreviventes na região de Bel Air.
    – As buscas aos quatro militares desaparecidos continuam. Brasília, 16 de janeiro de 2010.


  129. Militares convivem com “milagres” em meio à tragédia no Haiti
    Daniela veio ao mundo, quinta-feira (14), com quase três quilos. A bebê haitiana ganhou o nome numa homenagem feita pelos pais, Manuscha Moras e Ricardo Dumont, a Tenente-Médica do Exército que a atendeu e fez o parto na base brasileira em Porto Príncipe. “Agradecemos muito os militares brasileiros que operaram esse milagre, que faz agora a alegria de nossa vida. Foi graças a eles que elas estão vivas hoje”, disse o pai, emocionado. A família ainda se encontra na enfermaria da base e quer voltar logo para casa que teve parte da estrutura rachada após os terremotos em Porto Príncipe. “Acho que foi o dia mais emocionante de minha vida. Nunca vivi nada parecido a isso”, afirmou a Tenente Daniela Gil

    No dia anterior, Lulu, filha de Venezia Antonie, havia nascido também no mesmo lugar. A bebê foi apelidada assim e deve receber esse nome em homenagem a Sargento Lucimar, também do Exército, assim que forem para a casa de familiares. A residência onde morava foi totalmente destruída.

    Na sexta-feira, à tarde (15), os militares de saúde das Forças Armadas depararam-se com outra grande notícia. Mimouse Jean Baptiste, de 43 anos, foi retirada viva por bombeiros do Rio de Janeiro e do Exército Brasileiro dos escombros, onde passou cerca de 72 horas soterrada. “Sem dúvida, é algo que as pessoas chamam de milagre. Foi muito difícil. Por isso, que devemos sempre acreditar em sobreviventes”, considerou o Tenente-Coronel BM Loureiro. Segundo os médicos brasileiros que a atenderam, Mimouse estava lúcida, embora se queixasse de muitas dores. Os bombeiros que a socorreram estavam anteriormente atuando para salvar pessoas dos deslizamentos em Angra dos Reis (RJ). Chegaram na madrugada do dia 15 em uma aeronave KC-137 da FAB.


  130. Olá, Otávio Calegari Jorge

    O Exército diz que o Haiti, serve de laboratório.
    E para vocês o que serve o Haiti? Qual é o interesse? O que estão fazendo ai? Qual o custo desta viagem? Quem está financiando a viagem?
    Porque não estão na favela do Rio de Janeiro? Na Amazônia ou no Nordeste?

    Aguardo resposta.


    • Caro Subtenente MARCO AURELIO RODA,
      para saber o que os pesquisadores da Unicamp estão fazendo lá, quem financiou, o interesse, etc, ouça a entrevista com professor Omar na CBN-Campinas nesse link: http://www.portalcbncampinas.com.br/audio.php?noticia=27014

      São muitas as pesquisas (sociológias, antropológicas – Sérgio Adorno, Alba Zaluar, Hermano Viana) brasileiras que demonstram como a violência urbana contra os moradores marginalizados das comunidades carentes cria mazelas para a população pobre. Essas pesquisas fazem reflexões sobre as causas da violência. A partir disso pode-se buscar soluções para esses problemas.
      O prof Omar, além do Haiti, estuda Moçambique, Brasil, dentre outros países. Sua pesquisa sobre antropologia do conflito e pós-colonialismo, Antropologia da Guerra e da Violência é uma das mais importantes das Ciências Sociais brasileiras. O que se busca é entender os conflitos na suas causas mais profundas. No caso do Haiti, poder-se-ia entender como um povo criativo, que promoveu uma independência negra contra a metrópole francês (a primeira da história) e chegou onde chegou, pode sair dessa situação dantesca em que se encontra. É isso que eles estavam fazendo no Haiti. Tentando entender o que se passa por lá.

      Já que o sr. fez tantas perguntas para o Otávio, gostaria de fazer pra ti.
      Antes do exército brasileiro chegar ao Haiti, a força que liderava a “pacificação” daquele país era os EUA. Eles tiveram outras prioridades, a gente bem sabe… Passaram o bastão para o Brasil. Então, o exército brasileiro está levando a paz para o Haiti como o exército estadunidense está levando a paz para o Iraque?


      • Caro Professor Filipe Raslan,

        Obrigado pela sua atenção e orientação.

        Respondendo a sua pergunta:
        O Exército Brasileiro leva a paz para o Haiti, apesar de todas as dificuldades que o sr. como um estudioso deve saber, mas de uma maneira bem diferente dos EUA.
        Minustah é uma operação de manutenção da paz que envolve ações nas áreas de segurança e estabilização, e não de desenvolvimento do País.

        Quero deixar bem claro que as minhas perguntas foram feitas ao aluno Otávio, após ler algumas afirmações feitas por ele, sobre o Exército Brasileiro no Haiti, que não são verdadeiras.

        Fraternalmente,

        MARCO AURÉLIO RODA.’.
        Subtenente do Exército Brasileiro.
        37º Batalhão de Infantaria Leve
        Lins-SP


  131. Caro Calegari Jorge: emocionante e verdadeiro seu artigo. Vou publica-lo no meu blog http://www.chavedacidadania.com.br PARABENS…Fernando Gutman


  132. Tive um professor de nome Calegari, na Metodista de SBernado do Campo. Muito bom. Espero que também de sua família.

    De todo seu texto, pergunto se já sabe, sabia, que o solo haitiano é hoje miserável, empobrecido e que praticamente está abandonada a agricultura pelos haitianos? Saberá o senhor se o presidente René Préval agiu no sentido de auxiliar o povo a se reerguer? Pois como se reergueriam eles sem produção própria de alimentos? Penso, senhor Otávio, que mais importante do que estudantes da Unicamp ai, mais importante seria estudantes da ESALQ que pelo menos poderiam auxiliar na planificação da reestruturação da economia agricola do Haiti.

    O depoimento do militar, triste, mas não distante da realidade, pois o que militares podem fazer, quando o povo haitiano nescessita de alimentos? Sugiro que é de suma importancia que sejam enviados ao Haiti, engenheiros agrônomos, médicos veterinários, técnicos agrícolas, zootecnistas, e especialistas em gestão de empresas dedicadas à produção de alimentos. E sabe o que é “foda” como seu pai teria dito? É que o senhor não percebeu nada disso, que o Haiti precisa mais de especialistas como mencionado acima, do que militares. E também é “foda” que seu discurso tem um claro e nítido viés socialista/marxista como é de praxe na Unicamp. Também é “foda” que o senhor só veja figura, mas não fundo e não tenha percebido que é de suma importância que haitinaos aprendam a trabalhar, esperando resultados a médio e longo prazo. Pergunto, perguntinha boba: já lhe ocorreu que seria bom para os haitinaos contarem com alguns nisseis, sanseis, especialistas em granjas avícolas para ensinarem ao haitianos a pelo menos, criarem galinhas em escala industrial?

    E ao senhor não ocorreu nada disso?


  133. Infelizmente, o texto anterior está incompleto, e com incorreções, assim o reinsiro, esperando ter corrigido o que era necessário:

    “Tive um professor de nome Calegari, na Metodista de SBernardo do Campo. Muito bom. Espero que também de sua família.
    De todo seu texto pergunto se já sabe, sabia que o solo haitiano é hoje miserável, empobrecido e que praticamente está abandonada a agricultura pelos haitianos? Saberá o senhor se o presidente René Préval agiu no sentido de auxiliar o povo a se reerguer? Pois como se reergueriam eles sem produção própria de alimentos? Penso senhor Otávio, que mais importante do que estudantes da Unicamp ai, mais importante seria estudantes da ESALQ que pelo menos poderiam auxiliar na planificação da reestruturação da economia agrícola do Haiti.
    O depoimento do militar, triste, mas não distante da realidade, pois o que militares podem fazer, quando o povo haitiano necessita de alimentos? Sugiro que é de suma importância que sejam enviados ao Haiti, engenheiros agrônomos, médicos veterinários, técnicos agrícolas, zootecnistas, e especialistas em gestão de empresas dedicadas à produção de alimentos.

    E sabe o que é “foda” como seu pai teria dito? É que o senhor não percebeu nada disso, que o Haiti precisa mais de especialistas como mencionado acima, do que militares. E também é “foda” que seu discurso tem um claro e nítido viés socialista/marxista como é de praxe na Unicamp. Também é “foda” que o senhor só veja figura, mas não fundo e não tenha percebido que é de suma importância que haitianos aprendam a trabalhar, esperando resultados a médio e longo prazo.
    Pergunto perguntinha boba: já lhe ocorreu que seria bom para os haitianos contarem com alguns nisseis, sansseis especialistas em granjas avícolas para ensinarem aos haitianos a pelo menos, criarem galinhas em escala industrial? Reconheço que o senhor é bom de prosa, palavreado, mas muito palavreado é de uso habitual de estelionatários para esconderem intenções; isso, aliás, prática habitual do governo republicano de nossa Nação, Brasil. O que me leva a outra perguntinha boba: saberia que nossa Nação não é uma Republica Federativa? Simples a explicação, são sistemas diferentes de governo, pois uma impossibilidade fática misturar esses dois tipos de gestão, pois ou é Republica ou é FEDERATIVA.
    E ao senhor não ocorreu nada disso?”


  134. Após a leitura do texto, senti vergonha e nojo. Daqui de Porto Alegre/RS o máximo que consigo fazer é divulgar entre meus amigos,parentes e imprensa os textos postados, e que mostram a verdade que a grande imprensa não mostra. Força amigos.
    Silvio Lamb – Porto Alegre/RS


  135. Perfeito seu comentário. Será preciso um terremoto violento para o mundo acordar. Os interesses políticos sempre se aproveitando dos mais carentes. Mesmo agora o espaço aéreo acha-se controlado e aviões com medicamentos e alimentos aguardam licença para posar em Porto Principe, Quantas nações agora fazem média e se passam por bonzinhos, porque não ajudaram antes ?


  136. É deprimente ver as imagens pela televisão, saber o quanto essas pessoas estão se sentindo abandonadas,sobrevivendo no meio do caos, de corpos, com fome e sede…
    O Haiti já passava por muitos problemas, agora o povo deve estar totalmente desolado.
    Espero que meu país se mobilize e se sinta profundamente tocado como nós todos aqui que comentamos, e envie o máximo de ajuda possível(o que acredito que está fazendo).Se a ajuda anterior foi por interesse sinto me envergonhada!Contudo, tenho um conhecido que havia estado no país realmente para ajudar(contudo toda ação traz experiência)!Acredito que o Brasil tem a capacidade de sentir o humano, e de se colocar no lugar de todos os haitianos.Imploro para que todo o Mundo ajude, e que Deus esteja ao lado de vocês,dando lhes força e esperança.

    EVERYBODY MUST HELP!!!!!


  137. Concordo com você no que diz respeito a mídia e em outros pontos concordo, mas não posso opinar.
    Liguei a TV para ver reportagens sobre o Haiti e fiquei decepcionada a tv quer mostrar o sofrimento e dos que ainda estão com vida e os corpos, uma vez ok, só que é toda hora a mesma coisa.

    Quanto ao que a imprensa tem mostrado a respeito da falta de comida, água, etc. Fiquei esperando a imprensa mostrar a estratégia que todo esse povo que foi para o local estava preparando e pelo menos naquele momenteto não foi mostrado nenhuma estratégia de foorma a resolver o problema de quem estava com fome sem banho e sem moradia. A partir de então não acompanhei mais pode ser que agora já tenham formulado uma estratégia para fazer a ajuda chegar a quem necessita.


  138. LINEU E OUTROS PARABÉNS POR SUAS DIRETAS PALAVRAS E A TODOS QUE POSSUEM UMA FORMA PRÁTICA DE VER AS COISAS E SEM PAPAS NA LÍNGUA NÃO SE ENGANARAM EM VER UM TEXTO INFANTIL E SEM COMPROMISSO COM A DOR E A REALIDADE.

    SE SÃO PESQUISADORES DEVERIAM SER ISENTOS E NÃO TOMAR PARTIDO POR RESQUÍCIOS E IDEOLOGIAS IDIOTAS, E SIM CRIAR CONDIÇÕES COMO POLÍTICOS SOCIAIS DE TRAZEREM APOIO E NÃO POLÊMICA, ISTO NÃO É DIRETÓRIO DE CURSINHO OU DE FACULDADE SEM RUMO E VIAJANDO FUMANDO UM CIGARRINHO PARA NO FINAL EM RODA DE CHURRASCO COMEMORAREM NA PRAIA OU NA PISCINA OS SEUS FEITOS NO HAITI.

    ESTÁ NA HORA DE ATUALIZAR SUA PÁGINA LINDA,REALMENTE A FOTO DA FORTALEZA REPRESENTA O HAITI HOJE ISOLADO POR IDEOTAS, OU O SUA VERDADE PAROU E NÃO ACEITA REPAROS ??!! OU QUER IMPOR UMA REALIDADE, SEM LEMBRAR QUE TODOS TEMOS NOSSOS EXPERIÊNCIAS QUE UM SIMPLES TEXTO, NÃO É PROVA DE VESTIBULAR DE VIDA E SIM MUITO SUOR E LÁGRIMAS PARA AMADURECER E SIM OMBREAR EM AJUDAR E NÃO CRITICAR. POR QUE NÃO VEIO ANTES ?? E POR QUE NÃO PROCUROU SER ÚTIL COMO VOLUNTÁRIO ?? E NÃO COMO PESQUISADOR ?? A HISTÓRIA DO HAITI NÃO SE RESTRINGE AO TAMANHO DE SEU CÉREBRO, TEMOS AÍ SÉCULOS DE HISTÓRIA E NOSSO BRASIL TAMBÉM PRECISA DE VOLUNTARIADOS E MENOS PESQUISADORES SEM PRÁTICA E DISTANTE APRECIANDO ESTRELAS , GERAÇÃO DE QUE “NÃO É COMIGO NÃO ME IMPORTO E NÃO INTERFIRO “.

    ACREDITO QUE ESTE GRUPO SELETO NÃO MUDA A PÁGINA POR ESTAR SEM RUMO, COMO PODE UM PROFISSIONAL QUE QUEIRA SER RESPEITADO ESTAR COM NOJO DE SE MISTURAR COM SERES HUMANOS E USAR DESCULPAS DE NÃO REGISTRAR E AJUDAR.


  139. até que enfim encontrei em português uma visão mais esclarecida dos dias subsequentes á essa terrível tragédia. A palhaçada da política brasileira mais preocupada em mostrar o qto nós “estamos sendo importantes para os haitianos” enquanto haitianos desesperados passavam fome, ouviam seus parentes gritarem debaixo dos escombros, só via do lado de cá uma cobertura falando de nós mesmos, enquanto a CNN já denunciava o abandono e desespero. Não quero aqui pensar no oportunismo americano, isso só veremos depois. O que faltou mesmo foi ver algum brasileiro que estivesse lá tentando salvar algum haitiano. foi ação. O único salvamento que vi foi diante das cameras da globo. Enquanto isso a CNN denunciava e denunciava, não só a ONU, mas a própria demora na ajuda americana.


  140. Onde estão os médicos, engenheiros, dentistas, veterinários,etc…. da UNICAMP?
    Porque não vão prestar socorro aos Haitianos?
    Aposto que nenhum de vocês que estão ai no Haiti falando dos soldados brasileiros prestaram o Serviço Militar!!!!
    Devem ter solicitado dispensa do serviço militar alegando que incapacidade física.


  141. Seus Hipócritas! sou irmã de um Militar que esta derramando seu sangue no Haiti, apesar de sua missao ja ter chego ao fim. Por que ao inves de escreverem tantas besteiras, num momento como esse, vcs nao levantam o seu traseiro da graminha em que estao sentados ´´literalmente´´ e vão prestar sua Ajuda Humanitária! Filhinhos de papai, Imbecis! Vamos, façam a diferença!


  142. Pessoal da Unicamp gosta mesmo é de churrasco e muita bebedeira pouco antes de dirigir. Como não da para fazer isso todos os dias no Haiti, eles ficam revoltados e culpam o exército por tudo.


  143. […] Calegari Jorge wonders in the post “Haiti: We Are Abandoned” what the UN and the Brazilian Military, member of the MINUSTAH (United Nations Stabilization […]


  144. Parece-me muito estranho mesmo que os militares de diversos países sob comando da ONU no Haiti não tenham numa hora como essa, após 6 anos no local, um plano de contingencia ou algo parecido para ajudar esse pobre povo solapado pela miséria e por esse terremoto catastrófico. Onde está a organização, o planejamento? A cidade está sem comando…


  145. SERÁ QUE DEUS É O RESPONSÁVEL
    PELOS DESASTRES NATURAIS?
    “DEUS é amor”, diz a Bíblia. (1 João 4:8) Ele também é justo e misericordioso. “A Rocha, perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça; justo e reto é ele.” — Deuteronômio 32:4.

    Por ser o Criador, Jeová Deus tem tanto a capacidade de prever todas as possíveis causas de dano como o poder para intervir. Em vista disso e das qualidades atribuídas a Deus na Bíblia, é somente lógico que muitos perguntem: “Por que Deus permite que aconteçam desastres naturais?”* Milhões de pessoas sinceras que fizeram essa pergunta descobriram que o próprio Deus forneceu uma resposta muito razoável em sua Palavra escrita. (2 Timóteo 3:16) Considere as informações a seguir
    Continue lendo http://www.watchtower.org/t/200709/article_02.htm


  146. Caro Otavio,
    talvez voce não imaginasse que sua viagem ao Haiti pudesse ser tão importante neste momento tão difícil, pois seu artigo- O POVO HAITIANO SERÁ O ÚLTIMO ATENDIDO- publicado em O GLOBO de 16 de janeiro/10, foi muito importante para o esclarecimetno dos brasileiros sobre o que realmente se passa no Haiti.
    Evidente que a hora é de solidariedade humana, mas isto não exclui que igualmente venhamos a questionar sobre o que fizeram a MINUSTAH, as forças militares brasileiras e de demais países, durante estes 6 anos de ocupação militar do país.
    Evidente que a causa do terremoto é natural, mas é também evidente, como bem esclarece em seu relato, que os efeitos dizem respeito sobretudo á situação social, de um povo que já era dizimado antes do terremoto e agora ficou em situação ainda pior.
    Eu também estive no Haiti, em 2007, representando A OAB Federal, em missõa de solidariedade, juntamente com várias organizações sociais, a CONLUTAS, e estou convencido que a MINUSTAH é um simulacro de missão de paz, com uma lógica absolutamente militar, geopolítica e salvaguarda dos interesses econômicos e estranjeitos no Haiti, como a indústra textil, por exemplo, que se beneficia da mão de obra mais barata, ou das mais baratas, do planeta.
    Estive nas zonas francas e conversei com os trabalhadores, onde testemunhei a super-exploraçãço.
    Este o quadro, que agora se agrava e agrava ainda mais.
    Conte comigo, aqui no Brasil, desejando-lhes que possam sobreviver a tudo isto, pois são pessoas como voces que fazem a diferença.
    Saudações,
    Aderson Bussinger
    Advogado


  147. Socorro ao povo do Haiti sim, mas ocupação não.

    Conta a história que descoberta em 1492 por Cristóvão Colombo, a antiga Colônia de Santo Domingo foi entregue, em 1695, á França por meio do Tratado de Ryswick. Sob o domínio Francês, foi uma das mais rentáveis colônias, cuja produção de açúcar alimentava a elite francesa de Marselha, Nantes e Bordéus, através da cruel escravização de mais de 400.000 negros trazidos de África.

    Foi neste contexto, sob os ventos da revolução francesa liderada por Robespierre, que os negros haitianos realizaram a incrível façanha histórica da única revolução de ex-escravos que conseguiu chegar ao poder, iniciada em 1792 e declarada a independência em 1804, tendo, ao longo desta luta, dentre vários episódios, derrotado um contingente mais de 40.000 soldados integrantes do famoso Exército de Napoleão Bonaparte, sob o comando de seu cunhado, o General Leclerc.

    Isto feito, a primeira república negra não teve jamais sossego, visto que, além da hostilidade e embargo francês, já em 1806 o Congresso Americano proibiu o comércio com o recém liberto país, sendo doravante vítima de sucessivas tentativas de retomada por parte da França, bem como ocupações militares estrangeiras, como, por exemplo, o próprio EUA que ocupou militarmente o país de 1915 a 1934, deixando a lição de que se ocupações fossem a solução o Haiti seria um paraíso.

    Na atualidade, temos um país sob tutela da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti-Minustah, constituída em 1 de junho de 2004, sendo, porém, que os EUA ingressaram no Haiti em fevereiro do mesmo ano, antes mesmo de qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU, sendo somente depois deliberada a Missão Internacional. É exatamente neste momento que acontece esta terrível tragédia, que já matou mais de 100.000 pessoas e causou mais 1,5 milhão de desabrigados, sendo necessário, além da ajuda solidária material, médica e financeira ás vítimas, fazer também uma reflexão sobre o que fez a Minustah desde que se instalou no país, com um gasto de meio bilhão de dólares anuais e milhares de soldados.

    Eu estive no Haiti, em 2007, enquanto representante da OAB Federal, em missão de solidariedade, e desde as primeiras horas após nosso desembarque, fiquei absolutamente convencido de que não havia uma missão humanitária naquele pais, mas sim uma típica ocupação militar, apenas diferindo na tonalidade azul dos capacetes dos soldados. Nenhum povo quer ver seu país ocupado por forças estrangeiras e com o Haiti não foi diferente. Em lugar de enviarem soldados, deveriam ter enviado um exército de médicos, enfermeiros, engenheiros, educadores, técnicos em agricultura, equipamentos civis hospitalares, educacionais, enfim, ajuda realmente humanitária e capaz de melhorar realmente a vida do povo. O tratamento de questões sociais com equipamentos de guerra vem sendo uma prática constante nas políticas em relação aos pobres, como o Haiti, convertendo o que deveria ser ajuda humanitária em invasão de soberania e tutela política do povo do país ocupado.

    Certamente o Haiti iria enfrentar este terremoto em condições um pouco melhores, se em lugar de soldados, os milhões gastos exército brasileiro fosse, desde o início , destinado á saúde, educação e transporte, pois, como visto, faltam até estradas minimamente transitáveis para que possa chegar o socorro ás vítimas. Os jornais noticiam que parte do povo flagelado dirige-se para o interior do país, deixando as áreas urbanas, mas isto somente agravará a situação nestes lugares, pois não há trabalho nem comida nal zona rural. Não há a mais elementar infra-estrutura, sendo a estrutura militar o verdadeiro eixo e pilar do que se pode chamar de Estado haitiano.

    Mas não é só.

    Eu já havia denunciado em 2007, bem como perante a Comissão de Relações Exteriores do Senado, em 2009, que o Haiti é palco de exercícios de guerra, em lugar de atuação humanitária, sendo o real objetivo a realização de “laboratório” para os militares brasileiros conterem rebeliões nas favelas cariocas, como bem confirmou o Coronel do Exército Bernardes, do Batalhão Brasileiro da Minustah, em resposta a indagação do Professor da Unicamp, Otávio Calegari Jorge, que o entrevistou na sede da unidade militar, no último dia 13 de fevereiro, conforme relato publicado por O Globo de 16 de janeiro, p. 27. Quero também registrar que quando estive reunido com o Comandante militar brasileiro, em 2007, ouvi a mesma frase.

    Como disse acima, é hora de solidariedade e isto deve realmente ser a tônica de nossos esforços e pensamentos. Contudo, além de ajudar o povo haitiano nesta hora tão difícil, não podemos deixar de questionar sobre os motivos e objetivos desta da ocupação militar, sobretudo agora que o EUA prometem colocar 10.000 soldados no país, bem como o Ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, defende a permanência militar do Brasil por mais 5 anos.

    É preciso que se diga que, de fato, as causas da tragédia são naturais, mas nem todos os efeitos o são, pois o Haiti é um país já dizimado socialmente antes mesmo do terremoto. É preciso saber que indústrias exploram a mão de obra barata do Haiti, cujos produtos são exportados para o mercado dos EUA, assegurando imensos lucros que não se revertem em favor do povo haitiano. São as lógicas econômicas das ocupações: assegurar mercados, espaços geopolíticos, candidaturas ao Conselho de Segurança da ONU, como também foi feito no Iraque, sob o argumento de “armas químicas”, sob a chancela também da ONU. As casas construídas somente com areia; a ausência de hospitais; a falta de luz e água, tudo isto vem de antes do terremoto e a miséria tornou projetou e ampliou ainda mais o tremor de terra no Caribe.

    Aderson Bussinger Carvalho
    Advogado,Mestre em Ciências Jurídicas e Sociais/UFF.


  148. Venho por meio deste, externar ao povo Haitiano minha solidariedade nesse momento de sofrimento e perda. Sei que dificil é compreender e aceitar os mistérios de Deus, quanto mais sentir na própria pela as causas e efeitos.
    Aqueles que tiverem fé, ainda há tempo de se redimir e procurar um refúgio seguro à luz do dia, porque virá a noite e tudo irá por terra e não ficará pedra sobre pedra.
    Vão, antes que seja tarde demais.


  149. Senhor Otávio Calegari Jorge:

    Sem dúvida a Unicamp está contaminada pelo pensamento solicalista/marxista que tonaliza não só os estudantes, mas também professores e atividades afins. O senhor de acordo com inserções anteriores, é um professor de título, e reitero palavras do senhor seu pai, de que é “foda”. Sim senhor Calegari, o senhor é Phoda, pois mesmo debaixo dos olhos, sentindo na pele o drama haitiano, não percebeu um fato evidente que comento: O presidente da república Luiz Ignácio Lulla da Silva comentou que o “Haiti nunca teve chance”, com o que concordo parcialmente; continuando, nossas tropas, os homens de nossas Forças Armadas estão no Haiti por ordem expressa do senhor presidente da república, que por sua vez NUNCA se dignou a enviar para esse mesmo país pessoas alta e devidamente qualificadas para auxiliarem no que realmente importa, o que é a produção de alimentos em escala tal, que pelo menos amenizasse a fome e misérias endêmicas (afirmo assim, ‘fome e miséria’ pois é fato sabido que eles, os haitianos, dependem de auxilio externo em quase 80% das necessidades alimentares).

    Dessa forma, professor Calegari, o presidente da republica tem responsabilidade expressa, claramente definida, por estarem no Haiti nossos militares em ações de cunho policial e não de auxilio humanitário. Friso que mesmo assim nossos homens lá estacionados, por características nossas, brasileiras, de solidariedade e atenção ao próximo, estão e estiveram empenhados TAMBÉM em ações humanitárias.

    Deixo claro ao senhor que não sou e nunca fui militar, mas tão somente um cidadão brasileiro bem informado.

    Agora, o que é interessante, e que o senhor tenha se deslocado para o Haiti para estudos sociológicos e não por exemplo para o recôncavo baiano, onde é maior a miséria do que no Haiti, maior a injustiça social e o abandono de nossos irmãos, tanto pelo governo petista/socialista/marxista hoje vigente no estado, tanto pelo governo da republica TAMBÉM PETISTA/SOCIALISTA/MARXISTA.

    Também é interessante que nunca tenha mencionado o estado de abandono em que estão catarinas que também sofreram por efeito de catástrofes naturais recentemente.

    Também é interessante que o senhor nunca tenha mencionado o que é importante para os haitianos, ou seja, a produção de alimentos em escala semi-industrial ou industrial; ou mesmo que nossas empresas grangeiras tipo Sadia fariam bem em se instalarem no Haiti.

    Sim, professor Calegari, o senhor é realmente uma Phoda e de bate pronto sugiro que retorne aos bancos escolares como aluno, para maior e melhor aprendizado no campo de pesquisa, análise e sintese.

    Cordiais saudações!!!


  150. Uma catastrofe com esta magnitude matrou brancos, negros, ricos ou pobres. Esse artigo foi muito infeliz ao ideologizar uma questão como esta. Desejo que o exercício da profissão, por vocês, seja melhor que a pesquisar de elementos para a formação.



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